O Ministério de Minas e Energia (MME) participou da Conferência Internacional sobre Hidrogênio na Indústria, promovida pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), em Viena, Áustria.
Representando o MME, a diretora do Departamento de Transição Energética e Planejamento, Karina Araújo, enfatizou que o hidrogênio vai além de uma alternativa climática no Brasil. Ela o apresentou como uma estratégia de desenvolvimento que une descarbonização, fortalecimento da indústria e aumento da competitividade global.
“O hidrogênio permite ao Brasil conectar mineração, produção de aço e energia limpa no território nacional, produzindo ferro e aço de baixo carbono, em vez de exportar minério bruto ou somente o hidrogênio, como commodities”, afirmou Araújo.
O Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) reconhece a importância de avançar iniciativas industriais viáveis financeiramente, especialmente em setores de difícil descarbonização, como produção de insumos para fertilizantes, aço e derivados de petróleo. No setor industrial brasileiro, as emissões de gases de efeito estufa representam 52% decorrentes do consumo de energia e uso de insumos nos processos produtivos, revelando a dependência de combustíveis fósseis.
Durante o evento, foi realizada uma mesa redonda com a delegação da África do Sul, iniciando o intercâmbio sobre políticas e estratégias para o hidrogênio de baixa emissão de carbono. Também participaram representantes dos ministérios da Fazenda (MF), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Relações Exteriores (MRE).
Na mesma agenda internacional, o MME integrou o Fórum Internacional de Energia e Clima de Viena, que reúne líderes e especialistas para promover o desenvolvimento sustentável e o cumprimento de metas climáticas. A delegação brasileira realizou encontros bilaterais com a China e uma reunião com a Diretora de Energia e Ação Climática da UNIDO. As informações foram retiradas do Governo Federal.