Os ministros de Economia de Brasil, page Argentina, check Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela chegaram a um acordo definitivo hoje em Buenos Aires para criar o Banco do Sul.
“Fechamos todos os pontos pendentes e, portanto, esta foi a última reunião ministerial”, afirmou o ministro da Economia argentino, Carlos Fernández, que esclareceu que ainda falta fazer uma revisão técnica dos estatutos da entidade financeira e que os sete países fundadores aprovem a instituição no Parlamento.
O acordo sobre os estatutos do Banco do Sul, discutidos desde 2007, “tem termos aceitáveis, por isso que pode ser rapidamente aprovado” pelos Parlamentos, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Depois de expressar a “satisfação” dos ministros de Economia, Fernández considerou que o Banco do Sul deveria começar a funcionar “o mais rápido possível” em vista do contexto de crise global.
O banco regional terá um capital inicial de US$ 7 bilhões, dos quais Brasil, Argentina e Venezuela fornecerão US$ 2 bilhões cada.
Equador e Uruguai, por sua vez, destinarão US$ 400 milhões cada, e os US$ 200 milhões restantes serão desembolsados em partes iguais por Bolívia e Paraguai, informou.
Cada integrante do banco “terá um voto” no conselho diretivo, mas a aprovação de empréstimos superiores a US$ 70 milhões precisará do apoio de dois terços do capital assinado no Banco, acrescentou o ministro argentino.
O Banco do Sul, lançado formalmente no final de 2007 em Buenos Aires, “é o passo que faltava para a integração financeira” da América do Sul, ressaltou Mantega.
“Não é fácil criar uma instituição financeira como esta no meio da crise internacional”, destacou o ministro.
Durante a reunião de Buenos Aires, Fernández e Mantega informaram aos colegas sobre detalhes de sua participação na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes), realizada no mês passado em Londres, disse o ministro argentino.