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Economia

Ministro mantém previsão de superávit no Orçamento de 2027

Medidas de gasto planejadas dentro do arcabouço fiscal, diz Durigan.

Redação Jornal de Brasília

22/10/2026 18h16

dario durigan no bom dia, ministro. (1)

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal mantém a previsão de superávit primário para o Orçamento de 2027, mesmo após recentes medidas de gasto. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista concedida nesta quinta-feira (22).

Durigan sustentou que as iniciativas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram planejadas dentro das regras fiscais vigentes. Ele disse que o governo identificou espaço no Orçamento e definiu prioridades para acomodar os gastos.

“Na parte fiscal, nós estamos entregando superávit para o ano que vem no Orçamento, considerando todas essas medidas que o presidente anunciou”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que o ajuste previsto será deixado para o próximo governo, “seja qual for ele”.

O ministro argumentou que a situação fiscal melhorou sob a atual gestão. “Do ponto de vista fiscal, nós melhoramos em R$ 200 bilhões a conta do Brasil [desde 2023]”, disse Durigan.

Entre as medidas recentes estão o reajuste do Bolsa Família em aproximadamente 15%, ações para conter o preço dos combustíveis e o Desenrola 3.0. Também foi proposta uma emenda constitucional para tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.

Para custear parte desses programas, o governo planeja encaminhar ao Congresso uma alteração na proposta orçamentária de 2027. O objetivo é remanejar cerca de R$ 20 bilhões, sem elevar o limite total de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal.

Sobre os subsídios aos combustíveis, Durigan alegou que a expectativa de receitas extras com royalties e tributos permitiu direcionar recursos para reduzir os preços do diesel e da gasolina.

Ele também diferenciou o Desenrola de um possível congelamento de dívidas. Na nova etapa, o governo comprará parte dos débitos com desconto de pelo menos 90%. “O que o governo fez este ano ele fez dentro de um marco fiscal, sem alterar as regras fiscais do país”, concluiu o ministro.

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