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Economia

Ministro diz que Bolívia não planeja exportar gás para EUA e México

Arquivo Geral

05/01/2008 0h00

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, diagnosis Carlos Villegas, esclareceu neste sábado que seu país não pretende retomar um plano de venda de gás voltado para os Estados Unidos e o México, dias após afirmar que o projeto não estava descartado e que podia “analisar” uma possibilidade de exportar para outros mercados.

Em carta publicada hoje no jornal “La Razón”, o funcionário disse que não falou da possibilidade de retomar o plano porque as decisões do Governo “se enquadram no restrito sentido de responsabilidade com o país e os interesses do povo, atendendo com prioridade o mercado interno e os contratos de exportação”.

No entanto, no dia 27 de dezembro, Villegas afirmou que “em matéria de energia nada é definitivo”, ao ser questionado se o projeto conhecido como “Pacific LNG” seria arquivado de vez.

“Se houver uma possibilidade de exportação para mercados ultramar, certamente vamos analisá-la”, respondeu então Villegas, após dizer que o país “por enquanto” está centrado em cumprir os compromissos que tem com seus atuais mercados internos e externos.

O consórcio “Pacific LNG” para exportar gás para os EUA e o México foi formado no início da década pelas empresas Repsol YPF, British Gas e British Petroleum, que têm negócios similares no Caribe.

O projeto foi interrompido em 2003 pela oposição de setores sociais à intenção de exportar gás através do Chile, país ao qual a Bolívia reivindica a restituição de uma saída soberana para o mar.

Na semana passada Villegas também disse que uma exportação aos mercados de ultramar “só poderia ter sucesso e viabilidade” se os preços “em ponto de fiscalização” ou na boca do poço forem iguais aos que a Argentina paga, ou seja, US$ 3,90 ou US$ 4 por milhão de Unidades Térmicas Britânicas (BTU).

O número é muito superior aos US$ 0,60 que eram abordados pelo projeto “Pacific LNG”, um número que, de acordo com Villegas, era para “presentear” o recurso natural.

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