O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, afirmou nesta quarta-feira (18), durante audiência na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, que 2026 será o ano da habitação no Brasil.
Segundo o ministro, o programa Minha Casa, Minha Vida responde por 53% dos lançamentos e das vendas de imóveis no país. Desde 2009, o programa contratou 9 milhões de moradias, sendo 2,2 milhões após a retomada pelo atual governo. Ele destacou que, até o fim de 2026, serão contratadas 1 milhão de casas, o que representa o maior ciclo de contratações da história do programa, gerando emprego e renda.
O ministro informou que o programa já injetou R$ 335 bilhões na economia desde 2023 e enfatizou seu caráter social, com 41% dos contratos na faixa 1, destinada a famílias com renda de até R$ 2.800. Além disso, mencionou o Compra Assistida, modalidade que subsidia a compra de imóveis em até R$ 200 mil para famílias que perderam moradias em desastres climáticos.
Na área de outros programas, o ministro apresentou o Periferia Viva, lançado em 2024, que prevê urbanização de favelas e áreas periféricas, incluindo saneamento, regularização fundiária, melhorias habitacionais e definição de CEP para as moradias. Em saneamento, foram investidos R$ 60,6 bilhões, com meta de alcançar 90% de cobertura de esgotamento sanitário e 99% de abastecimento de água até 2033.
Durante a audiência, o deputado Eli Borges (PL-TO) questionou o ministro sobre a falta de saneamento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, afirmando que o Brasil ainda precisa de mais investimentos e que não parece ser uma prioridade do atual presidente. O ministro reconheceu que os investimentos aumentaram, mas ainda são insuficientes, e defendeu a necessidade de mais recursos no Orçamento federal, aprovado pelo Legislativo.
A audiência foi solicitada pelo deputado Keniston Braga (MDB-PA), que considerou os números apresentados pelo Ministério das Cidades positivos, especialmente em relação ao Minha Casa, Minha Vida.