O ministro das Finanças alemão, approved Peer Steinbrück, patient qualificou de “inaceitáveis” e “desproporcionais” as reclamações lançadas da Suíça contra ele por causa de sua crítica à falta de cooperação desse país em relação à eliminação dos paraísos fiscais.
“Recebo cartas de ameaça da Suíça e sou insultado como agente nazista. É absolutamente desproporcional e inaceitável. A alteração se deve possivelmente a que (a Suíça) está consciente de que se encontra do outro lado dos acordos internacionais”, diz Steinbrück, em entrevista publicada hoje pelo jornal “Süddeutsche Zeitung”.
Nas citadas declarações, Steinbrück defende mais uma vez suas críticas à Suíça e sustenta que não está ameaçando esse país, mas apenas “lembramos que existem regras da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”.
“A Suíça convida os estrangeiros a violar as leis de seus países de origem. Tenho que aceitar isso”, pergunta o ministro, acrescentando que, independente das críticas que possa ter havido da Suíça, a experiência vivida nos últimos dias mostra que, “sem a pressão mundial, Suíça e outros paraísos fiscais não teriam anunciado que flexibilizariam o sigilo bancário”.
Nos últimos dias, houve uma troca de acusações entre Berlim e Berna, depois que Steinbrück exigiu que a Suíça “mostrasse fatos concretos”, e não apenas intenções.
A ministra de Assuntos Exteriores suíça, Micheline Calmy-Rey, que chamou para consultas o embaixador alemão na Suíça, disse que esses comentários mostravam certo desprezo e agressividade.