O ministro do Desenvolvimento, story Indústria e Comércio Exterior, diagnosis Miguel Jorge, descartou hoje (2) que o governo pretenda facilitar o crédito para o varejo e para o consumidor. Segundo ele, a crise internacional até agora não teve efeitos sobre a economia real do país. “Por enquanto, não temos a crise que vocês querem que eu diga que exista”, ressaltou.
“As associações comerciais esperam uma venda muito importante para o Dia das Crianças”, ressaltou o ministro, que também disse não considerar expressiva a queda de 1,3% na produção industrial em agosto ante o mês anterior, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação de Miguel Jorge, a queda na atividade da indústria não é relevante porque o setor cresceu muito nos últimos meses, o que forneceu uma base elevada de comparação. “O crescimento industrial estava bastante elevado. Por isso, a queda de 1,3% é muito pequena”, disse, acrescentando que em relação a agosto do ano passado, houve crescimento de 2%.
Para o ministro, ainda não é possível prever o efeito sobre as exportações brasileiras da alta do dólar, que hoje fechou a R$ 2,02. Apesar de o governo ter ampliado, na semana passada, a meta de exportações em 2008 para US$ 202 bilhões, ele evitou comentar se o ministério contava com essa elevação no câmbio para impulsionar as vendas externas.
Para Miguel Jorge, as oscilações na moeda norte-americana e nas bolsas de valores são naturais, principalmente em momentos de turbulência. “Não me parece importante o comportamento de um dia de mercado”, declarou.
Ele preferiu não comentar a queda nas bolsas no dia seguinte à aprovação do pacote de ajuda a instituições financeiras pelo Senado norte-americano. “Mais surpreendente foi a bolsa ter subido anteontem [terça-feira (30)], um dia depois de a Câmara dos Estados Unidos ter rejeitado o pacote”.
Miguel Jorge disse que não poderia adiantar nenhuma das medidas de melhoria de crédito a exportadores em estudo pelo governo. Ele descartou programas para manter o fluxo de Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC), operações usadas pelos exportadores para antecipar a receita com as vendas externas.
“Não recebemos nenhum pedido de ACC especial de qualquer empresa”, assegurou.
O ministro reiterou que não haverá pacotes e que o governo apenas tomará medidas pontuais que julgar necessárias, como a antecipação de R$ 5 bilhões de créditos do Banco do Brasil para o setor agrícola, anunciada ontem (1º).
Ele destacou que os investimentos no Brasil estão sendo mantidos, e comentou o fato de uma empresa de tecnologia ter anunciado, nessa semana, investimento de R$ 2 milhões em São Carlos (SP). “Isso prova que os investimentos continuam a entrar no país”, avaliou.
O ministro fez as afirmações no lançamento da 2ª Bienal Brasileira de Design, que começou hoje em Brasília. A mostra pretende destacar iniciativas de design para melhorar a imagem dos produtos brasileiros no exterior.