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Economia

MIDR aprova R$ 10 bilhões para crédito sustentável em regiões brasileiras

Financiamentos internacionais apoiarão projetos de bioeconomia, saneamento e energia renovável no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Redação Jornal de Brasília

22/01/2026 14h25

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Foto: MCTI/INPA

Brasília (DF) — O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) aprovou, em 2025, quase R$ 10 bilhões em financiamentos internacionais para impulsionar projetos de desenvolvimento sustentável nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. A iniciativa, viabilizada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), foi formalizada por meio de parcerias com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o Banco Mundial (BM) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Os recursos serão incorporados aos Fundos de Desenvolvimento Regional (FDRs), que financiam a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e o Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Projetos financiados priorizarão áreas como bioeconomia, saneamento, energia renovável e infraestrutura resiliente ao clima, com o objetivo de reduzir desigualdades regionais e promover a coesão territorial.

O secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, destacou a importância da captação de recursos internacionais, especialmente no contexto da COP30 sediada pelo Brasil. “No MIDR, temos a incumbência de fomentar a coesão territorial, reduzir as desigualdades regionais e promover o desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões”, afirmou Tavares. Ele enfatizou que as políticas colocam as pessoas e os territórios no centro, integrando necessidades sociais, econômicas e ambientais.

As superintendências de desenvolvimento regional — Sudam, Sudeco e Sudene — gerenciarão o ciclo completo dos financiamentos, desde a seleção de projetos até o monitoramento de resultados. Os FDRs oferecem crédito a custos inferiores à taxa Selic, beneficiando empresas e consórcios interessados em infraestrutura de grande impacto público.

A assinatura dos contratos está prevista para 2026, com os valores sendo alocados na Lei Orçamentária Anual (LOA) em parcelas definidas. Um avanço notável é o protocolo assinado durante a COP30 entre o ministro Waldez Góes e o diretor-presidente da AFD, Rémy Rioux, que pavimenta um contrato de R$ 1,85 bilhão para retomar investimentos em linhas de crédito dos FDRs.

O coordenador-geral de Políticas e Normas dos Fundos de Desenvolvimento Regional, Gessé Santana Borges, ressaltou as vantagens financeiras: “Os encargos dos financiamentos dos FDRs são inferiores aos praticados no mercado, que tem como referencial a taxa Selic”.

Essa iniciativa representa um passo para fortalecer a maturidade institucional e aumentar o volume de recursos disponíveis para projetos regionais resilientes, garantindo acesso a direitos fundamentais como água e infraestrutura sustentável.

*Com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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