Em janeiro de 2026, o programa Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), beneficiou 5.259 novas famílias de agricultores e pecuaristas familiares com R$ 69,7 milhões em crédito. Essa é a maior quantidade de contratações registradas desde o lançamento da iniciativa, em dezembro de 2024, em parceria com a Caixa Econômica Federal.
Com isso, o total de recursos movimentados nas regiões Centro-Oeste e Norte alcançou R$ 397,37 milhões. O Pará se destaca como líder nas contratações, com 12.723 operações e R$ 155,1 milhões liberados. Em seguida, aparecem o Acre, com 5.283 contratos e R$ 66,6 milhões, e o Amazonas, com 3.686 contratos e R$ 44,4 milhões.
Segundo o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares, o aumento demonstra a consolidação da política pública. “O movimento de quase R$ 70 milhões em um único mês mostra que esse programa já está consolidado na rotina do produtor rural. Isso prova que o MIDR e a Caixa conseguiram desburocratizar o acesso ao crédito. Nossa meta para 2026 é ampliar ainda mais esse alcance, fortalecendo a geração de renda e a segurança alimentar”, afirma.
O Microcrédito Produtivo Orientado é uma linha de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), destinada a pequenos agricultores familiares, incluindo pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, assentados e extrativistas. O MIDR alocou R$ 1 bilhão para a iniciativa por meio dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO) e Centro-Oeste (FCO).
Para acessar o empréstimo, é necessário possuir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e ter renda familiar de até R$ 50 mil por ano. Os recursos podem ser usados para investimentos em melhorias na estrutura da propriedade, no sistema produtivo ou para custeio de despesas da produção.
Os limites de crédito variam conforme o perfil do beneficiário: até R$ 15 mil para mulheres, R$ 8 mil para jovens entre 18 e 29 anos e R$ 12 mil para homens. Uma mesma unidade familiar pode acessar até R$ 35 mil, desde que os integrantes se enquadrem nas categorias previstas.
*Com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional