“A Alemanha só apoiará medidas que se refiram a projetos que comecem em 2009 ou em 2010, não se trata de apoiar iniciativas a serem realizadas em 2013, quando a crise estará mais que resolvida”, ressaltou Merkel em uma declaração perante a Câmara de seu país.
A UE não conseguiu ainda entrar em acordo sobre a parte do pacote de reativação econômica aprovado em dezembro, com um volume total de perto de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, que afeta programas urgentes de infraestruturas e está avaliado em 5 bilhões de euros.
Merkel rejeitou também todo e qualquer pedido de novas medidas conjunturais, ao considerar que “primeiro é preciso esperar para ver que efeito tiveram as já aprovadas”.
A chanceler qualificou de “perigoso” que se construam contradições transatlânticas sobre o tema e agradeceu que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenha chamado de “artificial” o debate surgido em torno dessas supostas desavenças.
Com isso, a chanceler se referiu aos pedidos formulados nos EUA para que a Europa desembolse mais fundos para enfrentar a crise, o que, em Berlim, foi rejeitado categoricamente.