O Mercado Comum do Sul (Mercosul) assinou nesta quinta-feira um acordo de consultas políticas com Cuba que permitirá que a ilha tenha maior participação nas reuniões do bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
O acordo foi assinado pelos chanceleres dos quatro membros plenos do Mercosul durante a reunião de seu Conselho do Mercado Comum (CMC), realizada em Foz do Iguaçu, como parte da cúpula semestral do bloco.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, declarou em entrevista coletiva que se trata de um acordo de grande simbolismo político já que abre passagem para a integração de Cuba ao Mercosul.
O chanceler destacou que o acordo não torna Cuba um país associado ao Mercosul, status que têm Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, além da Venezuela, que está em processo de adesão plena, mas que aproxima a ilha do bloco.
Segundo Amorim, apesar de Cuba não se tornar um associado por não se integrar à união aduaneira, terá maior participação nas reuniões do bloco.
Há quatro anos, Cuba e Mercosul assinaram um acordo parcial de complementação econômica que permite impulsionar a troca comercial entre as partes mediante a redução ou a eliminação das tarifas e das barreiras à importação.
O chanceler ressaltou que o novo acordo tem mais conteúdo político do que econômico.
Na quarta-feira, às vésperas da cúpula, Mercosul, Cuba e outros seis países já tinham assinado um acordo de preferências comerciais que prevê reduções tarifárias para cerca de 47 mil produtos.
O chamado Protocolo Final da Rodada São Paulo do Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em Desenvolvimento (SGPC) foi assinado pelos chanceleres ou representantes de Brasil, Argentina, Coreia do Sul, Cuba, Egito, Índia, Indonésia, Malásia, Marrocos, Paraguai e Uruguai.