“Os países que puderem devem tentar não cortar as medidas de estímulo fiscal em 2010”, disse hoje, em entrevista coletiva, o diretor do Departamento para Hemisfério Ocidental do FMI, Nicolás Eyzaguirre, que afirmou que “ainda não há luz no final do túnel”.
O ex-ministro da Fazenda do Chile alertou que se os Governos não acelerarem as medidas contra a crise, 2010 pode ser também um ano muito franco, apesar de o FMI não prever que a recessão global continuará no próximo ano.
O organismo espera uma contração global entre o 0,5% e 1% este ano.
Por causa dessa situação, Eyzaguirre destacou que os países deveriam fazer o possível para agir de maneira ativa, e continuar financiando uma “grande expansão”.
O FMI destacou que o mais importante para sair da situação atual é fazer com que os países industrializados – especialmente os Estados Unidos – adotem medidas para adquirir os ativos tóxicos no balanço dos bancos.
“Se a situação dos bancos não for regulada, a crise de liquidez vai devorar tudo”, afirmou o diretor do Fundo.
Nesse sentido, Eyzaguirre comemorou que os Estados Unidos estejam avançando nessa direção.
O Departamento do Tesouro americano apresentou esta semana seu plano para comprar os ativos “tóxicos” dos bancos, por um valor de até US$ 1 trilhão.
“Estamos vendo a primeira fase da verdadeira solução contra a crise”, concluiu. EFE