Economia

Mercado de trabalho limita melhora na confiança do consumidor, diz FGV

Por Agência Estado 24/11/2016 3h57

A deterioração do mercado de trabalho está impedindo que as expectativas mais otimistas dos consumidores com o futuro se traduzam numa avaliação melhor do momento atual, segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, divulgada nesta quinta-feira, 24, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A confiança do consumidor caiu 3,3 pontos em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. Houve diminuição da satisfação dos consumidores em relação à situação presente, mas o resultado geral do indicador foi determinado, sobretudo, pela piora das expectativas.

“É uma calibragem das expectativas. A confiança vinha melhorando calcada na evolução das expectativas, mas esse avanço não se confirmou em melhora da avaliação atual. O mercado de trabalho tem sido realmente uma variável-chave na confiança do consumidor, porque ele esperava que houvesse reversão das contratações até o fim do ano, o que não aconteceu. As empresas não voltaram a contratar”, explicou Viviane.

Na passagem de outubro para novembro, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,1 ponto, para 67,9 pontos, o menor patamar desde julho. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 4,9 pontos, para 87,7 pontos, movimento que interrompe uma sequência de seis altas seguidas.

A satisfação do consumidor em relação à situação financeira da família recuou 1,2 ponto na passagem de outubro para novembro, para 62,4 pontos. “Algumas famílias tiveram perda de renda, seja porque algum integrante perdeu o emprego, seja por causa do endividamento, juros altos e inflação”, lembrou Viviane.

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Mas o item que mais contribuiu para a queda na confiança do consumidor em novembro é o que mede o otimismo em relação à situação econômica geral nos próximos seis meses. O subindicador acumulou um avanço de 32,2 pontos entre março e setembro, mas contabiliza uma perda de 5,4 pontos nos últimos dois meses, tendo recuado 4,1 pontos apenas em novembro, para 108,1 pontos. Houve piora também na avaliação sobre a situação financeira futura da família (-3,6 pontos) e na intenção de compras (-6 pontos).

Fonte: Estadao Conteudo

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