O mercado de seguros no País está na contramão da crise econômica. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aponta um crescimento de 14% no setor. Mas os números são ainda mais positivos. No Brasil, as seguradoras arrecadaram, apenas de janeiro a julho de 2009, o montante de R$ 38.796 bilhões. esses, 3% saíram do bolso do brasiliense, o correspondente a R$ 1,074 bilhão. Os corretores, em contrapartida, enfrentam um mercado profissional bastante competitivo. No Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, já há cursos de graduação e MBA especializados na área.
Na última década, o mercado de seguros dobrou de faturamento no Brasil. Hoje, representa 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O primeiro trimestre deste ano, se comparado a 2008, arrecadou 4% a mais em prêmios – valor pago pelo segurado à seguradora. Nos países mais desenvolvidos, a participação chega a 10%. As principais empresas do País respondem por 75% do volume de prêmios. São Paulo detém 50,57% da arrecadação.
Em Brasília, os gastos no setor são menores do que a participação no PIB nacional. Mas especialistas avaliam que a cidade tem um forte potencial para os investimentos no Ramo Vida (acidentes pessoais e previdência). Nos últimos anos, houve um aumento de 15% na procura. “O mercado no DF está em constante crescimento, principalmente nas áreas de acidentes pessoais e previdência”, explica Lauro Vieira de Faria, da Escola Nacional de Seguro (Funenseg). Enquanto isso, ocorre o inverso com o Ramo Não Vida (automóveis e patrimônios). A Susep registrou queda de 15% nessa área.
A auxiliar administrativa Kelly Enowe, 30 anos, paga R$ 1,6 mil pelo seguro de seu carro, um Fiat Siena. “Não dá para correr o risco”, defende. Kelly conta que há quatro anos sofreu um acidente e desembolsou R$ 800 para acionar a franquia. Se tivesse de arcar com todo o conserto, gastaria dez vezes mais do que o valor.
Quarenta mil corretores
Os seguros nunca estiveram tão presentes na vida da população brasileira. Eles estão por toda parte: bagagem, viagem, automóvel, assistência pessoal, vida, plano de saúde, condomínio, acidentes pessoais e previdência. Para vender todos esses benefícios, há cerca de 40 mil corretores especializados no País.
Se de um lado especialistas apontam números bastante positivos para o setor, por outro, há um mercado profissional bastante competitivo. E ganha, claro, aquele que está mais qualificado. No Rio de Janeiro e São Paulo, aumentou a procura por cursos de graduação e MBA, cujo aluno aprende a ter uma visão mais executiva da área.
A corretora de seguros Fabiana Dias da Cunha acumula dez anos de experiência no segmento de Vida e Previdência. A especialização foi obtida nos Estados Unidos, de onde recentemente retornou. “Minha história não é diferente de diversos profissionais que começaram nesse mercado. O seguro me achou e não o contrário”. Para Fabiana, O curso da Escola Nacional de Seguros preenche não só a lacuna do Ensino Superior que havia deixado pendente. Mas atende a uma necessidade de aprendizado do mercado local.
Escola técnica
A Escola Nacional de Seguros (Funenseg) montou, em 1971, a primeira escola técnica brasileira para capacitar corretores. Em 2006, no entanto, criou o curso superior de administração com ênfase em Seguros e Previdência, no Rio de Janeiro. Trata-se do primeiro no País com essas características. O curso de graduação tem foco no mercado de seguros, capitalização, previdência complementar e o mais novo entrante do segmento, o resseguros. As disciplinas abordam conhecimentos gerais, direito de seguros, além de conceitos gerais da área.
De acordo com o superintendente comercial da escola, Henrique Berardinelli, a primeira turma do curso de graduação se forma no meio do ano que vem. No Rio, são mais de 140 alunos. “A escola desenvolve vários cursos em função da demanda do mercado. Em Brasília, os cursos são voltados para as áreas de seguro de vida e acidentes”, explica Berardinelli
Com sede no Rio de Janeiro, a escola conta com 14 unidades. A área de ensino disponibiliza produtos em três sistemas de aula: presencial, a distância e fechada. Inclui, também, cursos e exames para habilitação de corretores de seguros, habilitação de comissários de avarias e certificação técnica, cursos técnicos, de especialização, programas de certificação internacional, de treinamento no exterior e de incentivo a pesquisas.
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| O morador do Distrito Federal está entre os que mais recebem a indenização do bem assegurado no País, o chamado sinistro. As seguradoras desembolsaram, em 2009, R$ 399 milhões para ressarcir os contribuintes do Distrito Federal. O valor corresponde a 3,9% do cenário nacional. Na capital federal, ainda segundo a Susep, a participação nos sinistros é maior que nos prêmios, se comparada à média brasileira. |