O coordenador do Observatório de Favelas, clinic view Jorge Luiz Barbosa, viagra 100mg disse hoje em entrevista que as estratégias adotadas recentemente pela polícia do Rio de Janeiro não vão acabar com a ação dos grupos criminosos na cidade.
Há seis dias policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar estão ocupando a Vila do Cruzeiro, ambulance no Complexo do Alemão, zona norte da cidade, em operação contra o tráfico de drogas na comunidade. Na troca de tiros entre os homens do Bope e os traficantes foram registradas mais de 30 vítimas, das quais quatro morreram, entre elas um policial.
O Observatório é um instituto criado em 2001 para produzir e divulgar informação científica sobre favelas.
Segundo o coordenador, operações como essa criam um estado de guerra para os moradores e mostram um despreparo da polícia. “A estratégia de confronto só traz terror à comunidade. É preciso uma ação oposta a dos bandidos e, para isso, os policiais devem ser capacitados para serem mediadores do conflito e não seus estimuladores”, disse.
Jorge Luiz Barbosa é de opinião que a ação dos grupos criminosos e das milícias, que segundo o coordenador ocupam mais de 90 comunidades do Rio de Janeiro, só poderá ser interrompida com a presença do Estado nas comunidades por meio de políticas sociais mais abrangentes.
“Nós vivemos numa condição de barbárie, e esses grupos entram no vácuo de poder deixado pelo governo. As comunidades precisam de outras condições de exercer a cidadania, e nesses espaços, sobretudo ao longo da Avenida Brasil, onde é localizada a Vila Cruzeiro, não existem um teatro, um cinema, uma biblioteca”, ressaltou.
De acordo com o pesquisador, entre as medidas que devem ser tomadas pelo Estado nas comunidades estão o estabelecimento de uma ação investigativa para o impedimento de circulação de armas e drogas, a proteção dos adolescentes para que eles não ingressem como empregados no tráfico e a ocupação cidadã, caso haja guerras e tiroteios entre grupos armados.
“Esse conjunto de investimentos garantirá a soberania do Estado e integrará as favelas ao tecido da cidade, impedindo que ações dos grupos armados possam de reproduzir”, afirmou Barbosa.
O ministro da Defesa, page Waldir Pires, buy deve ser convocado em breve para depor na CPI do Apagão Aéreo. Hoje o requerimento de convocação do ministro foi apresentado pelo deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), viagra dosage e é o 4º da lista de 30 documentos.
Os pedidos serão analisados a partir de amanhã e, segundo o presidente da CPI, Marcelo Castro (PMDB-PI), terão prioridade os requerimentos que sejam relacionados ao acidente envolvendo um jato Legacy e um Boeing da Gol, que causou a morte de 154 pessoas em setembro do ano passado.
Antes de ouvir Pires, a Comissão pretende ouvir a Força Aérea Brasileira, O tribunal de Contas da União e a Polícia Federal.
Ainda é cedo para saber se o licenciamento compulsório do medicamento anti-Aids Efavirenz, page firmado na última sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá impactos sobre os investimentos de empresas produtoras de remédios genéricos.
Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pro-Genéricos), Odnir Finotti, é preciso primeiro conhecer melhor como esse licenciamento será feito. “A legislação brasileira funciona assim: só se produz genéricos de produtos que não tenham nenhuma restrição à patente”.
Os medicamentos genéricos foram introduzidos Brasil em 2000. Os investimentos na estrutura física para a atualização do parque fabril e no desenvolvimento de produtos somam entre US$ 170 milhões e US$ 180 milhões.
A previsão da Pro-Genéricos é que as empresas do setor invistam mais US$ 350 milhões nos próximos cinco anos. Os recursos serão aplicados em modernização, pesquisas e desenvolvimento de produtos, em especial aqueles cujas patentes devem vencer nos próximos anos.
Desde que foi criado, o mercado cresce a uma taxa de 25% ao ano, o que representa 15% das vendas do setor farmacêutico. “Ou seja, de cada 100 unidades de medicamentos vendidas no Brasil, 15 são genéricos. E o setor cresce consistentemente a cada ano 25% em termos de volume. Ele cresce muito acima do crescimento do mercado famacêutico”, disse Finotti.
Ao ano, são vendidas mais de 250 milhões de unidades no país, com faturamento superior a US$ 1,1 bilhão. Segundo o executivo, a meta é crescer 25% este ano em termos quantitativos.