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Economia

Meirelles diz que inflação pode ficar em 4% neste ano

Arquivo Geral

27/02/2007 0h00

Uma pesquisa feita pelo Ibope/NetRatings confirmou hoje que no mês passado os brasileiros utilizaram a internet 18, this site information pills 5% a mais do que em janeiro de 2006. Os usuários ativos na rede se conectaram por 3h20min a mais do que no mesmo período do ano passado.

A pesquisa apontou que o brasileiro fica em média 21h20min on-line por mês. Foram considerados no cálculo os usuários ativos que acessam a rede pelo menos uma vez no mês. O recorde registrado de tempo de navegação foi em dezembro do ano passado, symptoms quando o internauta brasileiro passou 21h39min na média do mês.

No Brasil, esse ano foi registrado 22,1 milhões de brasileiros com acesso residencial à internet, 10,7% a mais que em janeiro de 2006.

No mundo, os países que mais se aproximam ao Brasil são a França, com tempo médio por internauta residencial de 20h55min, os Estados Unidos, com 19h30min, Alemanha, com 18h56min, o Japão, com 18h31min e o Reino Unido, com 18h29min.

Mais um bebê indígena morreu no último sábado, sales sendo a segunda morte no ano na aldeia Bororó, treatment em Dourados (MS) por desnutrição severa. O bebê indígena caiuá de dez meses, ampoule Cleison Benites Lopes, morreu de uma doença, como pneumonia ou diarréia, que o levou à desnutrição e não pela falta de comida na aldeia, segundo o médico da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Zelick Trajber.

A Funasa diz que entregou uma cesta de alimentos no último dia 9 aos pais do menino. De acordo com o médico, o bebê foi atendido no posto de saúde com desnutrição moderada e infecção respiratória no último dia 14. O médico afirmou que a criança não iria morrer por falta de comida a menos que não comesse durante dez dias.

Segundo Trajber, os pais de Cleison, Salete e Brasil Benites alegam ter ido ao posto na sexta-feira passada e não terem sido atendidos, informação que é desmentida pela Funasa.

As duas mortes deste ano ocorreram após uma crise de alimentos quando o governo do Estado de Mato Grosso do Sul suspendeu a entrega de 11 mil cestas de alimentos aos índios e a Funasa atrasou 20 dias em janeiro para distribuir mais de 5 mil cestas aos indígenas.

Segundo a Funasa, as mortes não têm relação direta com a falta de alimentos, e sim com a falta de orientação dos pais, que deixam de alimentar seus filhos para trocar as cestas básicas em cachaça ou outros itens.

O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, Fernando Silva Souza, disse estar ciente das trocas de cestas por bebidas alcoólicas, mas não soube se isso ocorreu com os pais de Cleison.

Representantes da organização não-governamental Greenpeace estiveram na tarde desta terça-feira no Senado Federal para protestar contra a Medida Provisória (MP) nº 327, cheap que reduz a distância mínima entre o plantio de transgênicos e as Unidades de Conservação Ambiental. Os ambientalistas distribuíram pamonhas aos jornalistas que trabalham na cobertura dos trabalhos legislativos. 

Pela manhã, pills no Palácio da Alvorada, clinic ambientalistas trajados com uniformes de mestre cuca e com o lema "Salvem a nossa polenta", já haviam entregado uma cesta de café da manhã endereçada a dona Marisa e recheada com produtos derivados do milho, como broas, pamonhas e polenta, um dos ingredientes do prato predileto do presidente da República e sua esposa, rabada com polenta.

O Greenpeace denuncia a inclusão de duas emendas no texto original da MP, quando foi votada na Câmara dos Deputados. Uma delas libera a colheita do algodão transgênico plantado ilegalmente no Brasil, a outra reduz o quórum para liberação comercial na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio), para maioria absoluta, ou seja, apenas 14 votos.

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As mortes por homicídios no Brasil concentram-se em 556 de 5.560 municípios brasileiros, health ou seja, cialis 40mg cerca de 10%, segundo um estudo elaborado pela Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) com apoio do Ministério da Saúde. Dos 48.345 óbitos por esta causa, registrados em 2004, 34.712 – mais de dois terços – aconteceram nessas cidades. De acordo com o estudo, com base em dados de 1994 a 2004, isso mostra um crescimento da violência no interior do país, e não só nas grandes capitais e regiões metropolitanas.

O estudo ampliou as pesquisas sobre violência, até então realizadas nos grandes centros. As mortes violentas vêm ocorrendo com maior intensidade no interior, principalmente na região Centro-Oeste. Entre as dez cidades com maior taxa de mortalidade, quatro são do Mato Grosso – Colniza (1º), Juruena (2º), São José do Xingu (5º), Aripoanã (8º). Os demais são Coronel Sapucaia (MS), em 3º, Serra (ES), em 4º, Vila Boa (GO), em 6º, Tailândia (PA), em 7º, Ilha de Itamaracá (PE), em 9º, e Macaé (RJ), em 10º.

A cidade mais violenta, Colniza (MT), registrou, em 2004, 165,3 óbitos por 100 mil habitantes. No país, a média foi de 27,2 mortos na mesma comparação. A primeira capital brasileira na lista das cidades mais violentas é Recife, em 13º lugar, com registro de 91,2 pessoas mortas para cada 100 mil habitantes. Na seqüência, longe da lista dos dez mais violentos, vem Vitória (ES), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).

A partir de 1999, observou-se uma "estagnação" dos índices violência nos grandes centros e o deslocamento dessa realidade para o interior dos estados, onde, segundo o estudo, "violência continuava crescendo a um ritmo maior que o anterior". "Este mapa busca aprofundar as investigações sobre um fenômeno que há muito deixou de pertencer apenas aos grandes centros urbanos. A interiorização da violência vem-se revelando como mais um desafio para toda a sociedade brasileira", registra o estudo de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz.

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O ministro da Previdência e Assistência Social, abortion Nelson Machado, clinic afastou nesta terça-feira a possibilidade imediata de uma ampla reforma no sistema previdenciário brasileiro. Para ele, sickness que falou em reunião conjunta das Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o governo está corrigindo distorções acumuladas ao longo dos anos e implementando ações saneadoras no sentido de combater as fraudes e o desperdício. Além disso, segundo o ministro, o governo vem fazendouma melhor fiscalização, com reflexos positivos na arrecadação.

"Nos próximos quatro a cinco anos, ninguém necessita sair correndo por aí na defesa de uma reforma na Previdência. Mas temos a devida consciência de que uma futura reforma deve ser discutida com calma e sem qualquer pressão partidária, a fim de que se possa montar no país um modelo previdenciário justo e sustentável, no qual sejam respeitados todos os direitos adquiridos pelos trabalhadores", sustentou Nelson Machado, ao deixar claro que "a previdência pública solidária, como a praticada no país, não vai quebrar".

O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento que resultou na realização da audiência pública, destinada a debater o papel do Parlamento no Fórum Nacional da Previdência Social, disse ser chegado o momento de se enfrentar um fator considerado preponderante em qualquer sistema previdenciário: a idade mínima para aposentadoria. Paim defendeu também o fim do chamado fator previdenciário e voltou a garantir que não há déficit na Previdência Social brasileira.

A presidente da CAS, senadora Patrícia Saboya Gomes (PSB-CE), defendeu a aprovação de projeto de lei de sua autoria, em tramitação na CDH, que estende de quatro para seis meses a licença-maternidade. Segundo ela, está provado que a amamentação pelo período de seis meses é essencial para que a criança tenha melhores condições físicas, mentais e intelectuais. Em resposta, o ministro informou que está aberto ao diálogo e pediu à senadora que enviasse a ele o teor do projeto.

Nelson Machado iniciou a sua fala prevendo que, a partir de abril, inúmeros segurados, especialmente os idosos que recebem aposentadoria, poderão ter o benefício suspenso. O motivo é que o censo previdenciário, colocado em prática, segundo ele, para evitar fraudes, detectou que beneficiários não apresentaram, conforme solicitado, a atualização de endereço.

O ministro observou, entretanto, que os mais idosos podem atualizar o endereço nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de um procurador. Feito isso, arrematou o ministro, a situação será normalizada dentro de dez a 15 dias. O senador Geraldo Mesquita Júnior(PMDB-AC) sugeriu que a atualização cadastral do endereço fosse feita nos próprios bancos onde os aposentados recebem o benefício. Ele entende que é um desgaste um idoso comparecer a um posto do INNS para demonstrar que está vivo.

Com relação ao auxílio-doença, Nelson Machado defendeu a adoção de um teto para a concessão do benefício. É que em muita situações, revelou o ministro, trabalhadores recebem mais quando se encontram amparados pelo benefício. Disse que ano a ano as filas nas agências da Previdência vêm diminuindo, em virtude da ampliação do horário de atendimento ao usuário. Ao lado disso, lembrou Nelson Machado, a informatização de agências permitiu que o segurado passasse a ser atendido com hora marcada.

Durante o debate, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) manifestou preocupação quanto ao endividamento da maioria dos municípios junto à Previdência Social. Como exemplo, lembrou que um município sergipano, que não quis revelar, paga dívidas mensais ao INSS de R$ 110,00 e possui uma arrecadação, em 30 dias, girando em torno de R$ 300,00. Por isso, defendeu limites para o endividamento municipal, a exemplo do que já ocorre com os estados.

 

 

 

O Programa Nuclear Brasileiro previa, sale inicialmente, abortion a inauguração da terceira usina nuclear do país, tadalafil Angra 3, em 2013. O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, acredita na possibilidade dessa meta ser cumprida.

Para isso, a construção da unidade precisa ser aprovada no início deste ano pelo governo federal. “A gente acha que ainda é possível”, disse Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil. “Tudo vai depender do fluxo de investimentos.”

Os equipamentos da usina nuclear já foram comprados pelo governo brasileiro, que desembolsou cerca de US$ 750 milhões. Para concluir as obras, paralisadas há cerca de 20 anos, seriam necessários mais U$ 2 bilhões.

A manutenção dos equipamentos pela Eletronuclear, estatal que construiu e opera as usinas nucleares no Brasil, tem um custo anual estimado em torno de U$ 20 milhões.

O presidente da Cnen defende que a retomada de Angra 3 não custaria nada ao governo. “Claro que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sempre ajuda, mas o Tesouro não teria que entrar praticamente com nada. O próprio sistema de tarifação hoje vigente permitiria o investimento na construção de Angra 3."

Segundo Odair Gonçalves, grandes companhias internacionais já teriam manifestado interesse em participar do empreendimento.

As usinas de Angra 1 e 2 têm capacidade para abastecer 60% da energia consumida no município do Rio de Janeiro. Com Angra 3, o presidente da Cnen acredita que poderia ser suprida 100% da necessidade de energia da capital fluminense.

Embora ainda não haja data marcada para a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a expectativa de Odair Dias Gonçalves é de que a pauta incluirá a construção da usina nuclear de Angra 3, no sul fluminense. Segundo ele, a reunião do conselho está prevista para março.

Em novembro do ano passado, a Justiça Federal determinou a suspensão do processo de licenciamento ambiental para implantação da usina, sob a resposabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com o texto da liminar, permitir a continuidade do licenciamento ambiental de Angra 3 sem a lei aprovada pelo Congresso Nacional seria temerário, “pondo em risco a população próxima e negando a esta o direito de ter a localização de tal empreendimento definida em lei editada por seus representantes eleitos.”

A polícia encontrou na manhã de hoje uma arma calibre 38 com um jovem de 19 anos, buy more about que estava no Centro Educacional Nº 5, troche do Gama. A arma, que estava carregada com cinco balas, estava com Pedro Henrique Dias Freitas, de 19 anos.

A apreensão da arma foi feita, pois os agentes do Batalhão Escolar desconfiaram do rapaz e pediram para fazer uma revista em sua mochila. De acordo com informações da Rádio CBN, Pedro Henrique foi levado à 14ª DP do Gama para prestar depoimento. Até o momento não se sabe se ele era aluno da escola.

 

O presidente do Banco Central, rx Henrique Meirelles, approved disse que o quadro de quedas das bolsas de valores, buy hoje, nos principais mercados financeiros dá sinalização de que não se pode fundamentar a política de juros sem crescimento sustentado em todos os seus pilares.

O comentário foi em resposta à pergunta do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), sobre qual a razão do conservadorismo do Comitê de Política Monetária (Copom), considerando-se que “todos os indicadores relevantes da economia abrem espaço para uma redução [de juros] mais forte“.

Meirelles participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para debater a possibilidade de o BC reduzir a taxa básica de juros (Selic) de forma mais acentuada.

O presidente do BC destacou que o sucesso da política monetária está permitindo queda  “pronunciada”da taxa de juros, se comparado ao movimento de alta das taxas em outros países . Ele reconheceu, contudo, que a taxa real continua alta.

O senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) defendeu a política do BC e disse que “é muito fácil jogar nas costas do Banco Central a inércia e falta de capacidade operacional do governo”, e afirmou que não vê futuro para Henrique Meirelles e sua equipe na direção do BC, em virtude do fogo amigo do PT.

O lucro líquido do Banco do Brasil em 2006, physician de R$ 6, medicine 044 bilhões, é um novo recorde. P resultado foi 45,5% superior ao de 2005. “O maior impulsionador foi o crescimento da carteira de crédito em todos os segmentos, as concessões a pessoas físicas, jurídicas, no financiamento ao comércio exterior, entre outros, todos com aumento robusto e saudável”, explicou o presidente da instituição Antônio Francisco Lima Neto.

Foram concedidos R$ 133,2 bilhões nas diversas modalidades de empréstimos, 30,8% a mais do que em 2005. Só as liberações para pessoas físicas por meio do crédito consignado mais do que dobraram, com volume de R$ 8,3 bilhões, 117,7% acima do movimento registrado no ano anterior.

Para as grandes e médias empresas, as operações somaram R$ 45,6 bilhões, 53% superior a 2005. E, no caso de micro e pequenas empresas, R$ 25,1 bilhões, com aumento de 19,7%. As linhas destinadas a capital de giro do setor atacadista tiveram ampliação de 67,5%, com saldo de R$ 17,4 bilhões, enquanto as linhas para investimento cresceram 47,4%, passando de R$ 1,9 bilhões para R$ 2,7 bilhões.

Esse resultado foi anunciado no final da manhã de hoje (27) na sede do Banco do Brasil, em São Paulo, pelo presidente da instituição. Lima Neto revelou que o banco deve continuar com uma política agressiva para ampliar sua participação no mercado. Entre os segmentos antes pouco explorados, citou as linhas de financiamento para a compra de veículos. Depois de sair da modesta quantia de R$ 180 milhões, em 2005, atingiu os R$ 900 milhões no ano passado, e a meta é praticamente triplicar este valor este ano, com algo em torno de R$ 3 bilhões, informou Lima Neto.

Na análise de Lima Neto, além do crédito, o que possibilitou o bom desempenho operacional foi a combinação de uma administração voltada para a redução de custos, controle da inadimplência e a visão de espaços a serem preenchidos diante da projeção de crescimento da economia.

O presidente do Banco Central (BC), information pills Henrique Meirelles, there disse hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que a meta de inflação do Banco Central para este ano é de 4,5%, mas a expectativa é de que o índice fique em 4%. Para 2008, a meta do BC é de que a inflação fique em 4,5%, mas a expectativa do mercado é que atinja 4,1%.

Meirelles falou, na CAE, sobre as metas de inflação, políticas monetária e cambial e desempenho do Banco Central, em atendimento a requerimento de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da comissão. O principal enfoque do presidente do BC foi explicar aos senadores o sucesso do regime de metas de inflação adotado pelo Brasil em junho de 1999.

A implementação do regime de metas no Brasil, complementando a transição para o câmbio flutuante, segundo Meirelles, surgiu depois do colapso do regime de câmbio fixo, da tentativa de vários planos econômicos fracassados e de uma hiperinflação vivenciada pelo país. Esse regime, segundo contou, é utilizado, atualmente, por 24 países, tanto emergentes como desenvolvidos, e tem proporcionado crescimento, estabilidade de preços, previsibilidade para os agentes econômicos, crescimento de renda e de emprego.

A inflação média nos países emergentes que seguem o regime de metas era de cerca de 20% e agora é de 4%. Os países desenvolvidos, segundo Meirelles, conseguiram controlar e estabilizar sua inflação em 2%.

No caso do Brasil, as metas são definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e cabe ao BC a responsabilidade de cumpri-las, utilizando a taxa de juros de curtíssimo prazo (taxa Selic) como instrumento. Os resultados da política de metas adotada no Brasil estão de acordo com o sucesso desse instrumento estabelecido nos demais países, afirmou Meirelles.

O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão responsável, no âmbito do BC, pela decisão da taxa de juros. Meirelles explicou que essa decisão não é aleatória, mas bem estudada, já que, para definir essa taxa, o colegiado do Copom reúne-se dois dias, faz avaliação da economia, do mercado de trabalho, da expectativa dos agentes privados e de tantos outros itens.

O presidente do Banco Central afirmou que a taxa de juros reais está caindo e que esse fato está relacionado à rota de crescimento sustentado. Informou também que a queda e o controle da inflação têm proporcionado crescimento médio do número de vagas do mercado formal acumulado em 12 meses, que foi de 1,272 milhão no período de 2004 a 2006. Em 2003, esse crescimento foi de 667 mil. Também a massa salarial, segundo o presidente do BC, cresceu 6% no último ano.

Com apresentação de gráficos e dados sobre a economia brasileira, Meirelles também falou aos senadores que as vendas no varejo cresceram e ficaram robustas a partir de 2003, dado que está relacionado diretamente, segundo apontou, com a elevação da massa salarial. A confiança dos consumidores, que ficou abalada e sofreu queda em 2005,recuperou-se, segundo ele, e houve também crescimento na venda de veículos, na produção industrial e nos investimentos, estes últimos relacionados com a queda do Risco-Brasil.

"A missão básica dos Bancos Centrais é manter a inflação sob controle, baixa e estável. É importantíssimo termos inflação não só na meta, mas estável e previsível, pois a estabilidade econômica melhora a economia, diminui a incerteza e aumenta o nível da renda. O contrário também acontece. Quando há descontrole de preços, aumenta a incerteza e os agentes econômicos passam a defender seus próprios interesses. Isso desorganiza a economia", afirmou.

Para o estabelecimento das metas de inflação, explicou Meirelles, há um intervalo de tolerância, bem como um período para o cumprimento da meta, ou ano-calendário. Por exemplo: a meta de inflação estabelecida pelo BC para o Brasil em 2006 foi de 4,5%. O intervalo de tolerância foi + – 2,0. Segundo Meirelles, muitos países que adotaram o regime de metas chegaram a ter inflação zero, mas esse não foi o caso do Brasil.

O presidente do BC explicou também que a meta e o intervalo estabelecidos no Brasil ainda são maiores do que nos demais países, devido "ao nosso histórico" e à necessidade de acomodação das exigências e peculiaridades do país. Frisou que o importante é a inflação ficar dentro do intervalo.

Meirelles observou também que em 2001 e 2002 "choques adversos de grande magnitude atingiram a economia brasileira", desviando a inflação da trajetória das metas. Em 2003, houve efeitos defasados dos choques anteriores que ainda impactaram a taxa de inflação. Para o presidente do Banco Central, o período de 2004 a 2007 é o de retorno da inflação à trajetória das metas.

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