“Claro, devemos nos orientar a um cenário de desenvolvimento bastante complexo. Mas isso não quer dizer que estejamos em uma situação sem saída ou extremamente alarmante. Não, é suficientemente compreensível e controlável”, disse o presidente russo.
Acrescentou que serão implementadas determinadas ações que ajudarão a Rússia a “superar os fenômenos da crise não só durante este ano, mas também possivelmente durante o próximo”.
Medvedev defendeu a política do Banco Central da Rússia de desvalorização gradativa do rublo frente às principais divisas internacionais, o que permitiu manter a confiança no sistema bancário do país.
“A paridade do rublo mudou, desvalorizou devido às mudanças na economia. Infelizmente, começamos a receber menos receita, aumentaram os pagamentos em moeda estrangeira. Tudo isso não podia não influir no valor do rublo”, disse.
O que foi feito na Rússia, acrescentou Medvedev, “praticamente coincide” com o que fez uma série de grandes países com economias emergentes.
O chefe do Kremlin anunciou que o Executivo está preparando uma série de programas especiais para criar e manter postos de trabalho, aos quais serão destinados adicionalmente 44 bilhões de rublos (US$ 1,275 bilhão).
“As crises sempre vêm acompanhadas da redução do número de postos de trabalho, do fechamento de empresas e do aumento do desemprego. Infelizmente, isso também ocorre em nosso país”, admitiu.
Medvedev se mostrou convencido de que os recursos financeiros que o Estado destinou ao apoio às empresas chegarão a seus destinatários.
“O Estado existe justamente para controlar quanto e para onde vai o dinheiro. Sempre há os que querem se aproveitar desse dinheiro. Mas, na situação atual criamos, estou convencido, um sistema normal de controle”, disse.