Os efeitos das medidas econômicas adotados pelos Estados Unidos para conter a crise no país ainda vão demorar para serem sentidos, viagra 40mg avaliou hoje o professor de macroeconomia da Universidade de São Paulo (USP) Geraldo Santana de Camargo, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Há duas semanas, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou um pacote de medidas baseado no corte de impostos e na ajuda direta ao consumo para tentar conter a crise. A turbulência começou em agosto do ano passado quando financiadoras imobiliárias que emprestavam dinheiro sem exigir comprovação de renda anunciaram prejuízos.
De acordo com Geraldo Santana, as medidas só começam a ser sentidas daqui a um ano. “O que se sente é uma turbulência bastante grande em todos os mercados, mas acredita-se que as medidas que estão sendo tomadas são no sentido correto e que essas turbulências vão tender a diminuir nas próximas semanas, nos próximos meses”, afirmou.
Ele disse que caso o Brasil seja afetado pela crise, isso acontecerá num grau muito menor do que em outras épocas.
“O que está salvando o Brasil é que ele tem uma credibilidade hoje por causa das reservas disponíveis e de uma política fiscal, que nós achamos que tem uma série de problemas, mas que ainda produz um superávit. Então, nossas contas estão ok e o Brasil está com uma tendência de crescimento mais para o mercado interno. Isso tem aliviado as conseqüências para o Brasil”, disse.
O professor lembrou que em outros tempos, durante as crises do México, da China, da Argentina ou asiáticas, o Brasil passou por problemas na economia. Contudo, segundo o professor, nos últimos anos o Brasil tem feito uma disciplina econômica financeira que dá uma certa tranquilidade para o país.
Mesmo assim, ainda de acordo com o professor Geraldo Santana, o governo brasileiro não pode fechar os olhos para a crise norte-americana. “Nós vamos, provavelmente, ser também atingidos, mas num grau muito menor do que historicamente nós temos sido”, disse.