Pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, order em relação à taxa de permanência no mercado, decease as empresas com menos de cinco anos de existência são a maioria no Brasil, atingindo 41,2% do total no ano de 2005. Apenas 2,9% estavam estabelecidas há 30 anos ou mais no mercado.
O estudo Demografia das Empresas, realizado pela Gerência do Cadastro Central de Empresas do IBGE, mostra também que as empresas há 30 anos ou mais no mercado (2,9%) concentravam 20% do contingente das pessoas ocupadas em 2005, enquanto aquelas com até cinco anos de existência (41,2%) ocupavam 26% do total. “A média de pessoa ocupada com relação às empresas fica menor entre as empresas mais jovens”, afirmou à Agência Brasil a técnica do IBGE Kátia Carvalho.
“O que a gente observa é que essas empresas mais jovens são de porte menor. Então, as empresas estabelecidas há mais tempo são normalmente de um porte maior e concentram maior número de pessoas ocupadas”, acrescentou.
A pesquisa constata que o tamanho da empresa está relacionado de forma direta ao seu tempo de sobrevivência. Do total de empresas com até cinco anos de idade, 44,6% foram extintas. Entre as companhias com 30 anos ou mais, a taxa foi de 1,8%.
Segundo o IBGE, foram criadas 792 mil empresas em 2005 e 544 mil foram extintas. O saldo líquido de 248 mil novas empresas correspondeu a uma taxa de entrada de 16,3% no mercado e a uma taxa de saída de 11,2%. Para chegar a essa taxa, o IBGE divide o número de empresas novas (comparando 2004 com 2005) pelo estoque que havia em 2004.
Em relação ao ano anterior, o estudo aponta que o total de ocupações cresceu cerca de 1,5 milhão em 2005. Para o pessoal assalariado, o aumento foi de 598,7 mil ocupações. “É o pessoal ocupado correspondente às novas empresas, que foram lançadas no mercado em 2005”, explicou Kátia Carvalho.
As empresas de pequeno porte predominam nos movimentos de abertura e fechamento. Segundo o IBGE, 94,4% das empresas criadas e 97,2% das empresas extintas ocupavam até quatro pessoas. Os menores índices de abertura e fechamento foram observados entre as empresas de maior porte – instaladas no mercado há mais tempo, com mais de 100 empregados -, de 1,6% e 1,2%, respectivamente. As empresas com até quatro empregados participaram com 63,6% no total do pessoal ocupado no país. Quando se analisa o número de assalariados, a participação cai para 19,7%.
O Cadastro Central de Empresas envolveu um total de 5,7 milhões de companhias em 2005, que somaram 39,6 milhões de pessoas ocupadas. Em salários e outras remunerações, essas empresas pagaram a seus assalariados cerca de R$ 444,3 bilhões. As de menor porte, com até quatro empregados, responderam por 83% do total de empresas. Somadas às companhias com cinco até 19 pessoas ocupadas, as empresas de pequeno porte correspondem a 96,9% do total.
O cadastro foi a fonte de dados usada para elaborar o estudo Demografia das Empresas, segundo a analista da pesquisa. O cadastro tem atualizações anuais com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Também utiliza informações das pesquisas do próprio IBGE, abrangendo as Pesquisas Industrial, do Comércio e Serviços. De acordo com a técnica do instituto, “as informações do IBGE prevalecem na atualização desse cadastro”.