O Ministério da Educação (MEC) prepara para outubro a apresentação do Plano de Ação da União, documento que vai orientar a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036. A proposta também deve trazer as metas do próximo ciclo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), previsto para 2027.
Segundo a pasta, o plano reunirá políticas, programas e estratégias voltadas à aprendizagem, à redução das desigualdades educacionais e à promoção da equidade. A construção do documento ocorre de forma articulada entre diferentes áreas do ministério e tem coordenação da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), com participação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na elaboração de referências técnicas e indicadores.
O MEC informou que estão sendo realizadas oficinas para mapear programas e iniciativas relacionadas aos 19 objetivos previstos no Novo PNE. Ao todo, serão dez oficinas, e uma delas, realizada em junho, tratou da ampliação do acesso à educação infantil e da qualidade da oferta para crianças de até cinco anos.
A divulgação das metas para o novo ciclo do Ideb ocorre após a publicação dos resultados de 2025, que registraram a maior evolução acumulada em 20 anos. Nas três etapas avaliadas — anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio — o índice alcançou os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6 para 6,3, acima da meta de 6. Nos anos finais, subiu de 5 para 5,3, mas ficou abaixo da meta de 5,5. No ensino médio, avançou de 4,3 para 4,5, ainda distante da meta de 5,2.
O MEC também anunciou acompanhamento mais próximo dos 442 municípios que continuam com Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2023, eram 1.097 municípios nessa condição; em 2005, 4.110. A pasta informou que vai oferecer assistência técnica com foco nos processos de aprendizagem e no acompanhamento das ações locais.
Entre as redes públicas, os resultados também avançaram. Nos anos iniciais, o Ideb passou de 5,7 para 6,1; nos anos finais, de 4,7 para 5; e, no ensino médio, de 4,1 para 4,3. Segundo o ministério, todas as unidades da Federação tiveram alta nos anos iniciais, enquanto 24 tiveram melhora nos anos finais e 23 avançaram no ensino médio.
O Inep, responsável pelo cálculo do indicador, avaliou 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio.