Os reflexos da crise financeira mundial começam a preocupar o brasiliense que tem filho em idade escolar. Ainda este mês, viagra 40mg o preço do material escolar deve ficar 7% mais caro, no caso de
produtos nacionais, e até 15% mais salgados se os itens escolhidos forem importados. O
principal motivo, segundo entidades que representam o setor, é o sobe-e-desce do dólar que
pressionou o aumento dos preços. O papel, um dos itens indispensáveis da lista, deve ser
um dos mais afetados pela variação do câmbio. No início do mês, os distribuidores anunciaram
aumento médio de 7%. A dica é comprar antes para garantir os melhores preços.
Segundo o presidente do Sindicato das Papelarias e Livrarias do DF (Sindipel), José Aparecido Freire, o reajuste de 7% previsto para os materiais nacionais está dentro da normalidade. “Esta é a média praticada todos os anos. Porém, é inegável que os importados sofrerão aumento maior por conta da oscilação da moeda norte- americana”, explicou. A previsão do sindicato para o crescimento das vendas no DF, em relação ao ano passado, é 4%.
Grande parte das papelarias do DF já está preparada para as vendas de material escolar. Portanto, conforme o presidente, o consumidor que antecipar as compras, aproveitando a primeira parcela do 13º salário, por exemplo, que será paga no final deste mês, não deve sentir tanto o aumento de preços, pois os estoques estão cheios e os preços praticados ainda não sofreram influência da crise. “Em agosto, tivemos a Feira Escolar Paper Brasil, onde muitos comerciantes adquiriram produtos. Nessa época a crise ainda não estava tão forte. Agora, os produtos estão à disposição e sem aumento”, disse.
O presidente do Sindipel, que também é empresário do setor, diz ter recebido 80% das encomendas feitas para sua papelaria. “O comerciante precavido faz suas encomendas com antecedência. Isso para garantir que problemas maiores não afete as vendas no primeiro trimestre de cada ano”, enfatiza.
E com medo dos reajustes, já tem gente pesquisando os preços para o próximo ano letivo.Todos os anos, a servidora pública Roberta Alves de Oliveira, 27 anos, faz uma verdadeira peregrinação nas mais diversas papelarias do DF em busca dos melhores preços de material escolar. Roberta tem uma filha matriculada no 2º ano do Ensino Fundamental e não brinca em serviço quando o assunto é a lista de material, que segundo ela costuma ser bem cara. “Alguns produtos consigo aproveitar. Porém, lápis de cor, giz de cera e livros, por exemplo, são bem mais difíceis”, conta.
Roberta está com medo dos preços dos produtos. “Em tempos de crise, fico com medo do que vem pela frente. Principalmente, por ser um período pós-férias”, destaca a servidora pública.