Menu
Economia

Mantega volta a defender abertura na escolha de dirigentes de órgãos como FMI e Banco Mundial

Arquivo Geral

13/07/2007 0h00

O ministro da Fazenda, more about Guido Mantega, viagra 100mg reitreou hoje em nota distribuída à imprensa que o processo de escolha dos altos dirigentes das instituições financeiras multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve ser a feito de forma aberta e transparente, sem restrição a candidaturas em função da nacionalidade.

Segundo Mantega “o entendimento informal” de que o cidadão norte-americano, indicado pelo presidente dos estados Unidos, seja escolhido como dirigente do Banco Mundial e de que o diretor-gerente do FMI seja um cidadão de país europeu, “não encontra mais respaldo na realidade contemporânea”. Leia a seguir a íntegra da nota:

“Recentemente, o Diretor-Gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, anunciou sua intenção de deixar o cargo após a próxima reunião anual do FMI/Banco Mundial (19 a 21 de outubro de 2007). Tendo em vista o início do processo de consultas sobre a escolha do novo Diretor-Gerente, o Ministro de Estado da Fazenda, Guido Mantega, vem reiterar, em nome do governo brasileiro, a posição expressa por ocasião da recente sucessão no âmbito do Banco Mundial. Para o Brasil, os altos dirigentes das instituições financeiras multilaterais, incluindo o FMI, devem ser escolhidos segundo processos abertos e transparentes, sem restrição a candidaturas em função da nacionalidade.

O entendimento informal segundo o qual um cidadão norte-americano, indicado pelo Presidente dos Estados Unidos, seja escolhido como Presidente do Banco Mundial, e o Diretor-Gerente do FMI, escolhido entre os principais países da Europa Ocidental, não encontra mais respaldo na realidade contemporânea. Nesse sentido, reiteramos apoio aos termos do Comunicado Final da última reunião ministerial do G-20 financeiro (Melbourne – 2006) e à “Declaração do G-20 sobre a Reforma das Instituições de Bretton Woods”, segundo os quais a seleção dos altos dirigentes do FMI e do Banco Mundial deve ser baseada no mérito, assegurada uma ampla participação de todos os Estados-Membros.

Em prol da modernização e democratização dos mecanismos de governança no âmbito das instituições financeiras multilaterais faz-se necessário superar pactos anacrônicos de partilha de poder. No que respeita ao FMI, seria de lamentar que o processo de reformas ora em curso não tocasse diretamente o tema da seleção dos dirigentes máximos do órgão.

O Brasil considera todos os pontos da reforma institucional em curso como sendo temas interdependentes e necessariamente relacionados ao resgate da legitimidade, representatividade e eficácia da instituição. Nosso país receberia como gesto de compromisso com a efetividade das reformas do FMI, a definição dos futuros Diretores-Gerentes do Fundo de acordo com critérios meritocráticos, transparentes e multilaterais”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado