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Economia

Mantega: superávit primário pode ficar fora da meta

Arquivo Geral

28/12/2010 12h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recuou hoje, admitindo pela primeira vez a possibilidade de não cumprimento da meta cheia de superávit primário das contas do setor público em 2010, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). “Estamos trabalhando para o governo (central) cumprir a meta cheia, mas há algumas dificuldades para Estados e municípios. A União vai cumprir os 2,25%, mas não sei se serão atingidos os 3,1%”, afirmou hoje, na portaria do Ministério da Fazenda.

O superávit primário representa a economia feita para o pagamento dos juros da dívida pública. O ministro revelou que, pelos resultados de novembro, que serão divulgados hoje à tarde pelo Tesouro Nacional e amanhã pelo Banco Central (BC), a meta cheia não deve ser alcançada. Mantega também disse que não pode se responsabilizar pelo desempenho fiscal de Estados e municípios. Porém, o ministro acrescentou que o aquecimento da economia em dezembro, com o forte crescimento das vendas no Natal, pode ajudar nas receitas dos demais entes federativos.

Mantega também respondeu, após ter sido questionado por jornalistas, sobre uma aposta feita há duas semanas, em São Paulo, com um repórter da Agência Estado, quando garantiu que a meta cheia de superávit primário seria cumprida. Referindo-se à aposta, Mantega disse que em 2011 a meta será cumprida.

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