O ministro da Fazenda, thumb Guido Mantega, negou hoje que os investimentos públicos nos aeroportos sejam insuficientes para atender às necessidades do setor e que o atual plano de investimentos vá ser modificado por causa do acidente com um avião da TAM ocorrido terça-feira.
“Não podemos confundir uma tragédia aérea com o programa nacional de investimento em aeroportos. São duas coisas diferentes”, afirmou Mantega aos jornalistas após participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual foi discutida a crise provocada pelo acidente.
“Não é falta de investimento”, afirmou o ministro ao ser perguntado sobre se a falta de recursos comprometeu a segurança dos aeroportos. “Está todo mundo consternado com a tragédia, pensando no drama das famílias”, acrescentou ao se referir ao que foi discutido na reunião que Lula teve hoje com vários ministros.
Por causa do acidente, ontem a Aeronáutica proibiu preventivamente a utilização da pista principal do aeroporto de Congonha em dias chuvosos.
Sobre de quem seria a responsabilidade pelo ocorrido, Mantega evitou apontar culpados. “Não sei de quem é a culpa. Isso tem que ser investigado”, afirmou o ministro, comentando as declarações de políticos da oposição de que a tragédia foi resultante da omissão do Governo.
Mantega disse ainda que os investimentos nos aeroportos este ano já totalizam R$ 1 bilhão, e parte desses recursos foi usado para obras nos três maiores terminais aéreos do estado de São Paulo, entre eles Congonhas.
O ministro também negou que o Governo pretenda construir um novo aeroporto em São Paulo para substituir o de Congonhas. “Isso não pode ser feito às pressas. É um programa de longo prazo. Construir um aeroporto exige quatro, cinco, seis, sete anos”, afirmou.
“São Paulo já tem três grandes aeroportos. Pode-se pensar em ampliar as pistas, reformar os (terminais) existentes. (Mas) Fazer novos aeroportos não é uma decisão fácil”, afirmou.