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Economia

Maior difusão sobre vantagens é missão ao Open Finance, avaliam representantes do BC e CVM

O Open Finance – Sistema Financeiro Aberto – permite que instituições compartilhem dados e serviços de forma padronizada, via APIs, sempre com autorização do cliente

Redação Jornal de Brasília

23/05/2025 21h23

banco central

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Brasília, 23 – O maior desafio para a popularização do Open Finance é ampliar a compreensão sobre suas vantagens. Essa foi a avaliação feita por representantes do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) durante o 5º Congresso Brasileiro de Internet, promovido pela Associação Brasileira de Internet (Abranet).

O Open Finance – Sistema Financeiro Aberto – permite que instituições compartilhem dados e serviços de forma padronizada, via APIs, sempre com autorização do cliente. A iniciativa do BC busca fomentar inovação, concorrência e uma oferta mais barata e personalizada de produtos financeiros para cidadãos e empresas.

O diretor de Regulação do Sistema Financeiro Nacional do Banco Central, Gilneu Vivan, avalia que o desafio está em tornar clara a vantagem de compartilhar dados, algo menos intuitivo do que a experiência com o Pix. “Quando se fala em open finance, o usuário precisa enxergar que entregar seus dados resultará em algo concreto”, afirmou.

A diretora-presidente do Open Finance no Brasil, Ana Carla Abrão, destacou que “o arcabouço definitivo já está pronto” e que os usuários começam a perceber “facilidade para muitas coisas” ao conceder consentimento para o compartilhamento de dados.

Segundo ela, a chegada do Pix Automático, prevista para o início de junho, deve ampliar ainda mais esse efeito. “Só compartilho dados com quem eu quero e escolho o produto e a instituição que me atendem melhor”, disse.

Marina Copola, diretora da CVM, acrescentou que “trazer entrantes para a indústria financeira não é trivial”, mas que o Open Finance confere “maior poder a depositantes e investidores”

A autarquia, afirmou, tem agenda definida para democratizar o acesso ao mercado de capitais, facilitar portabilidade e desenvolver o open credit, “sem ignorar as complexidades do sistema”.

Estadão Conteúdo

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