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Economia

Lula reúne religiosos e entidades contrárias a bets para discutir restrição a apostas

Presidente atribui parte do endividamento da população às plataformas de apostas online

Redação Jornal de Brasília

01/09/2026 16h49

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

ANNA JÚLIA LOPES
FOLHAPRESS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe, nesta terça-feira (1º), representantes de entidades religiosas e especialistas de diferentes setores para discutir medidas de restrição às bets. O encontro é realizado no Palácio do Planalto.

Entre os convidados está Frei Jorge Luiz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), presidida por dom Jaime Spengler, que também era esperado no encontro. A entidade tem se posicionado de forma contrária à legalização de jogos de azar no país e alega danos sociais, familiares e espirituais provocados pela promoção das plataformas de apostas.

Assim como a CNBB, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs também marcará presença na reunião e será representado pela pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. À reportagem ela afirmou que o conselho deve pedir a restrição dos anúncios referentes às bets, a regulamentação que imponha limites operacionais às plataformas e campanhas de conscientização acerca dos riscos desse tipo de aposta.

A entidade deve ainda abordar medidas de proteção à renda dos usuários e de assistência à saúde pública.

Além de segmentos religiosos, também devem comparecer representantes de setores relacionados à cultura, à saúde e à proteção às crianças, como é o caso do Instituto Alana. A organização, que será representada pela jornalista Maria Mello, deve abordar a questão das bets no contexto de crianças e adolescentes.

O governo Lula tem adotado uma postura crítica às apostas online. O presidente, que atribui parte do endividamento da população às plataformas que promovem esse tipo de jogo, já disse ter a intenção de “fechar” as bets.

Dados do Ministério da Fazenda de agosto mostram que as bets autorizadas a atuar em nível federal receberam R$ 220 bilhões em depósitos durante 2025.

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