O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista concedida na quarta-feira, 8 de abril, aos jornalistas Eduardo Moreira e Leandro Demori, do ICL Notícias, que o governo trabalha para apresentar uma proposta que reduza o endividamento da população brasileira.
Lula comparou a iniciativa à estabilização dos preços de combustíveis durante a guerra no Oriente Médio, destacando que o governo não permitiu que o conflito, mencionado como ‘guerra do Trump com o Irã’, impactasse os valores de itens básicos como feijão, arroz, alface e cebola. ‘Vamos tentar encontrar a solução e vai ser boa. Da mesma forma que nós encontramos com o petróleo’, disse o presidente.
No combate ao feminicídio, Lula enfatizou a importância da educação e conscientização, especialmente entre homens, para erradicar o machismo enraizado na cultura brasileira. Ele defendeu que a violência contra a mulher deve ser combatida desde a creche até a universidade, educando os homens para que se vejam como parceiros, não donos. Para as mulheres, o presidente apostou na educação profissional e na independência financeira, permitindo que elas saiam de relações abusivas.
Sobre segurança pública, Lula destacou a necessidade de aprovar a PEC da Segurança Pública para fortalecer o papel da União no combate ao crime. Ele lembrou que a Constituição de 1988 transferiu o comando para os estados, limitando a ação federal a um fundo de R$ 2 bilhões, à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal. A aprovação da PEC permitiria criar um Ministério de Segurança Pública e facilitar intervenções em crimes violentos, como o assassinato de Marielle Franco.
Lula também elogiou a atuação da Polícia Federal, que realizou 10.002 operações em seu governo até o momento, contra 6.500 em quatro anos do anterior, sempre com independência. Ele orientou os delegados a evitarem acusações sem provas para preservar a integridade das pessoas.
Por fim, o presidente defendeu investimentos em defesa nacional, considerando as vastas fronteiras, recursos naturais e a instabilidade global. ‘Nós temos que discutir a indústria da defesa no Brasil’, concluiu, alertando para a necessidade de maior seriedade na segurança do país.
*Com informações do Planalto