O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje ao novo líder eleito dos Estados Unidos, prostate Barack Obama, recipe que ajude particularmente a América Central a enfrentar a crise global, viagra approved e insistiu no fim ao embargo a Cuba.
Lula recebeu um grupo de jornalistas após as recentes cúpulas latino-americanas realizadas em Costa do Sauípe, na Bahia, e depois da visita feita a Brasília pelo líder cubano, Raúl Castro, a quem hoje renovou o claro respaldo expressado nos últimos dias.
O presidente, anfitrião das cúpulas do Mercosul, da União de Nações Sul-americanas (Unasul), do Grupo do Rio e da 1ª reunião da América Latina e do Caribe, emergiu dos encontros com a liderança regional fortalecida e hoje aproveitou a oportunidade para reiterar o que espera do futuro Governo de Barack Obama.
O líder insistiu em que o novo chefe da Casa Branca deverá ter uma política “diferente” em direção à América Latina, uma região que “já tem voz própria”, e “assumir a responsabilidade” do país na atual crise financeira global.
Nesse sentido, ressaltou que Obama deverá “ajudar” especialmente a América Central, pela forte “dependência” que essa região tem dos Estados Unidos e pelo impacto que a crise terá na economia das nações centro-americanas.
“A América Latina, mas especialmente toda a América Central, depende muito da economia americana”, e isso deverá ser objeto de alguns “gestos” de Obama, considerou Lula.
Em relação a Cuba, ele insistiu em que o embargo imposto pela Casa Branca há quase cinco décadas não tem justificativa “ética”, “moral”, “política” nem “econômica”, por isso deve ser levantado o mais rápido possível.
Além disso, Lula sugeriu ao presidente eleito dos Estados Unidos que coloque fim ao bloqueio “durante seu primeiro ano de mandato”, porque depois “o tempo passa” e pode ser “apanhado” por uma “maquinaria política” que “tritura” os governantes.
O presidente disse ainda que confia em que Obama “tenha ouvido” Raúl Castro quando sugeriu em Brasília que poderia trocar dissidentes por cinco agentes cubanos detidos nos Estados Unidos, pois poderia ser um passo “positivo” em direção a um possível diálogo entre os dois países.
Na quinta-feira, durante visita oficial a Brasília, Castro mostrou irritação a uma pergunta de um jornalista sobre os presos de consciência e respondeu: Se os EUA “querem os dissidentes, os mandaremos amanhã, com família e tudo, mas que nos devolvam nossos cinco heróis”.
O general Castro se referiu, assim, a cinco agentes cubanos detidos nos Estados Unidos e condenados a penas de entre 15 anos e prisão perpétua por cometer atentados contra a segurança nacional.
Apesar de ter evitado prever se nesses aspectos pontuais Obama fará algum movimento, Lula manifestou esperança no novo líder dos Estados Unidos e brincou, ao dizer que está “certo” de que “ninguém atirará um sapato” nele, como ocorreu recentemente com o presidente George W. Bush durante uma visita ao Iraque.
No plano econômico, colocou uma grande responsabilidade pela crise na União Européia (UE), mas manifestou confiança em que as medidas adotadas pelo bloco e pelos EUA permitirão que a economia global comece a recuperar “uma certa normalidade” em meados do próximo ano.
Apesar de ter reiterado sua opinião de que o Brasil é “um dos países mais bem preparados do mundo” para enfrentar a crise, Lula admitiu “preocupação” com uma possível contração da economia no primeiro trimestre de 2009, e disse que, antes do fim do ano, pode anunciar novas medidas de estímulo ao crédito e à produção.
No café-da-manhã com o presidente, que terminou com fotos dos presentes, a Presidência determinou que os jornalistas não poderiam gravar as declarações ou anotá-las.