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Economia

Lula elogia Galípolo, mas diz que ‘todo dia’ faz cobrança sobre juros altos

Presidente elogia Galípolo, diz confiar no BC, mas reforça cobrança por juros mais baixos

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 14h16

lula galipolo e haddad

Foto: Agência Gov

CAIO SPECHOTO E ISADORA ALBERNAZ
FOLHAPRESS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou nesta quinta-feira (5) a elogiar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas reforçou cobranças pela queda da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 15% ano ano.

Em entrevista ao UOL, Lula descreveu Galípolo como um “um menino” com “expertise” e afirmou ter uma relação de confiança e acreditar no trabalho do economista indicado por ele para estar à frente da autoridade monetária.

“Bendito seja Deus de me dar a possibilidade de ter um quadro da capacidade do Gabriel Galípolo no Banco Central”, afirmou o presidente.

Lula afirmou que “todo dia” fala para o presidente do BC que os juros estão altos. “Eu falo, como eu dizia para o [Henrique] Meirelles. O Meirelles não tinha autonomia, mas o Meirelles me dizia: ‘Presidente, se eu baixar agora vai acontecer isso, se eu não baixar vai acontecer isso”, declarou o presidente.

“Como eu trabalho em uma relação de confiança, eu acredito naquilo que o Galípolo está fazendo. Acredito, confio. E agora eu não posso nem tirar ele. Eu indiquei ele, e tem mandato com a autonomia.

Feliz do país que tem um menino, um jovem, da qualidade, com a expertise do Galípolo no Banco Central.

Eu tenho certeza que o Brasil haverá de agradecer”, completou.

O alto patamar da Selic é uma das principais queixas por parte de aliados de Lula, com as pressões por uma redução aumentando em um contexto de ano eleitoral. Ministros como Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) são alguns dos governistas que endossam críticas à autoridade monetária, mas têm poupado Galípolo desde que ele assumiu o cargo.

Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 28 de janeiro, o colegiado manteve inalterada a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta reunião seguida. Essa é a maior taxa de juros real em 20 anos.

Apesar da decisão conservadora, tomada por unanimidade, o comitê indicou que prevê dar início ao ciclo de queda da Selic no encontro seguinte, em março.

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