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Economia

Lula diz que <i> não basta </i> liberalizar comércio mundial

Arquivo Geral

04/08/2008 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que “não basta” liberalizar o comércio e desafiou empresários brasileiros e argentinos a trabalharem “juntos em projetos concretos”, ask durante a abertura do encontro empresarial Brasil-Argentina, viagra em Buenos Aires.

“É necessário promover o comércio regional para estimular as cadeias produtivas, more about melhorar nossa competitividade e integrar dinamicamente as economias”, destacou Lula, juntamente com a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, no ato de abertura da maior reunião de empresários de Brasil e Argentina.

Lula também defendeu que os interesses da região e dos países em desenvolvimento se unam para “fazer a diferença” na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde Brasil e Argentina mostraram posturas distintas nas fracassadas negociações da Rodada de Doha.

Neste sentido, o presidente afirmou que a discussão técnica perante a OMC está esgotada e considerou necessária “uma decisão política” para chegar a uma posição unificada.

“Talvez Argentina e Brasil não sofram tanto com o fracasso das negociações da Rodada de Doha, mas os países que dependem de nossa capacidade de produção de alimentos sim”, enfatizou Lula.

O presidente chegou domingo a Buenos Aires para a abertura do encontro empresarial de hoje e se reunir com Cristina e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Durante a abertura da reunião empresarial, Lula também disse que, se a Rodada de Doha fracassar, “os problemas de imigração” se aguçarão.

“Há interesses que são intocáveis, mas podemos fazer muitas coisas em parceria. Por uma questão estratégica, não interessa ao Brasil ter vizinhos pobres”, advertiu Lula, para quem a integração pode ser a chave para “disputar o comércio internacional com os países ricos e atender países que até o momento não eram atendidos”.

Além disso, o presidente disse que “nenhum empresário argentino pode ver o Brasil como concorrente, mas como potencial mercado consumidor de 190 milhões e o mesmo um empresário brasileiro, que deve ver a Argentina como um potencial mercado de consumo”.

Assim, Lula destacou que apesar de alguns países estarem “preocupados” com a crise mundial de alimentos, Brasil e Argentina vêem a situação “com certa preocupação, mas também como uma oportunidade histórica”.

“Argentina e Brasil podem liderar a resposta do Mercosul e da América do Sul” às novas necessidades de um mundo em transformação, acrescentou.

“O Brasil continua apostando na Argentina, em seus trabalhadores, em seus empresários e em seu Governo. Temos que aumentar a sinergia entre os dois países em setores estratégicos”, disse Lula.

“Precisamos conversar mais, diminuir a burocracia na Argentina e no Brasil, para fluir com mais facilidade, não permitir que os interesses individuais de um setor freiem acordos estratégicos”, acrescentou o presidente.

“Devemos fortalecer as pequenas e médias empresas como verdadeiros motores de integração”, afirmou Lula, que também pediu a multiplicação dos “esforços para eliminar a distorção de barreiras no comércio internacional”.


 

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