Economia

Lula diz que é <i>uma das três pessoas do mundo mais otimistas sobre Doha</i>

Por Arquivo Geral 30/10/2007 12h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou hoje muito otimista sobre o futuro das negociações da Rodada de Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Eu mantenho um grande entusiasmo em relação à Rodada de Doha, find devo ser uma das três pessoas no mundo mais otimistas sobre o futuro da rodada. Tenho certeza de que conseguiremos o acordo”, generic afirmou Lula em entrevista coletiva após se reunir com a presidente da Confederação Helvética, Micheline Calmy-Rey.

Segundo fontes do gabinete de Lula, ele disse que é normal que haja dúvidas e negociações, mas reiterou que deve triunfar o espírito de que, em um acordo, todos perdem algo.

“Os países desenvolvidos devem ceder mais, para que os que estão em desenvolvimento obtenham mais, e os médios também devem ceder mais ou menos”, explicou Lula.

Os dois dirigentes destacaram que Brasil e Suíça têm posições diferentes em relação à rodada, mas isso não os impede de querer ampliar as relações bilaterais, incluindo os comerciais.

Na segunda-feira, durante a reunião entre a ministra da Economia da Suíça, Doris Leuthard, e o chanceler brasileiro, Celso Amorim, se falou da necessidade de concretizar algum tipo de acordo de livre-comércio através do Mercosul, após a conclusão da rodada.

A Rodada de Doha, que tem como objetivo liberalizar o comércio mundial para ajudar o desenvolvimento dos países emergentes, está sendo negociada há seis anos, mas ainda não houve resultados concretos.

É a primeira vez que os dois presidentes se encontram, mas aparentemente não será a última, já que Lula aceitou um convite de Calmy-Rey para visitar a Suíça no próximo ano.

Uma visita que ainda não tem data, não só por causa do trabalho diplomático que tem de ser feito, mas também por causa do sistema suíço de Presidência rotativa e de Governo colegiado que obriga a que todas as decisões tenham que ser tomadas no Conselho Federal.

Eles se comprometeram também a estreitar as relações bilaterais para estabelecer uma “relação estratégica entre os dois países”.

Segundo fontes suíças, a intenção é manter um diálogo político regular que leve à assinatura de um memorando de entendimento.

Após a reunião com Calmy-Rey, Lula foi à sede da Fifa para assistir ao anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo 2014.

Calmy-Rey, que também é ministra de Assuntos Exteriores do país, se reuniu na segunda-feira com Amorim, com quem jantou posteriormente.

Ela exercerá a Presidência rotativa do país durante este ano e, provavelmente, continuará à frente do Ministério de Exteriores.

Hoje ocorreu a primeira sessão da Comissão Conjunta Suíça-Brasil para as Relações Econômicas e Comerciais, que tem como objetivo intensificar o comércio e a colaboração em matéria econômica, tecnológica e científica.

O Brasil é o principal parceiro comercial da Suíça na América Latina. Em 2006, as exportações suíças para o país chegaram a 1,4 bilhão de francos (834 milhões de euros), o que representou um aumento de 28,3% em relação ao ano anterior.

Quanto às exportações brasileiras para a Suíça, estas subiram 20,8% entre 2005 e 2006, chegando a 775 milhões de francos (462 milhões de euros).






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