O grupo financeiro HSBC obteve em 2007 um lucro líquido de US$ 19, here 133 bilhões (12,605 bilhões de euros), 21,2% a mais do que em 2006, apesar do anúncio de provisões vinculadas à crise creditícia mundial de US$ 17,242 bilhões (11,361 milhões de euros).
O grupo anunciou a provisão destes 11,361 milhões de euros para dívida de difícil cobrança e outros riscos creditícios, dos quais um valor ainda não publicado será deixado para os prejuízos procedentes da crise no mercado imobiliário de hipotecas de alto risco (subprime) nos EUA e da crise financeira mundial que este episódio gerou.
O total de renda operacional cresceu para US$ 87,601 bilhões (57,73 bilhões de euros), 25% a mais que no ano anterior, enquanto o lucro operacional ficou em US$ 22,709 bilhões (14,965 bilhões de euros), anunciou hoje o banco em um comunicado.
A divisão de banco comercial deu ao grupo um lucro antes de impostos de US$ 7,145 bilhões (4,709 bilhões de euros), 19,1% a mais de que em 2006, e a de finanças e mercados globais registrou ganhos de US$ 6,121 bilhões (4,033 bilhões de euros), 5,4% acima do que alcançou no ano anterior.
Já a divisão a serviços financeiros pessoais teve lucro de US$ 5,9 bilhões (3,887 bilhões de euros), 37,6% a menos que no ano passado, mas a de bancos privados registrou ganhos de US$ 1,511 bilhão (995 milhões de euros), 24,2% a mais do que em 2006.
Por regiões, a instituição destacou a queda do lucro na América do Norte, que foi apenas de US$ 91 milhões (59,9 milhões de euros) frente aos US$ 4,668 bilhões (3,074 bilhões de euros) do ano anterior.
O HSBC obteve a maior parte de seus lucros na Europa – US$ 8,595 bilhões (5,662 bilhões de euros) -, à frente de Hong Kong – US$ 7,339 bilhões (4,836 bilhões de euros) -, do restante da Ásia e do Pacífico – US$ 6,009 bilhões (3,96 bilhões de euros) – e da América Latina – US$ 2,178 bilhões (1,435 bilhões de euros).
O presidente do HSBC, Stephen Green, afirmou que o grupo teve bons resultados na Ásia e no Pacífico, na América Latina e no Oriente Médio, enquanto teve problemas na América do Norte.
Green destacou que a previsão para 2008 é “incerta” e que este será um ano de “prudência” no setor financeiro até o retorno da liquidez, da transparência e de uma adequada avaliação do risco.
O presidente do HSBC reiterou a aposta do grupo nos mercados emergentes e apostou na venda – “assim que houver oportunidade” – de ativos nos mercados maduros de maior valor estratégico para as outras instituições e em dirigir esta liquidez para regiões em crescimento.