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Economia

Justiça das Bahamas reconhece liquidação do Master e abre espaço para busca de recursos no país

Um tribunal americano já havia tomado decisão semelhante em janeiro, contrariando pedido dos advogados do Master

Redação Jornal de Brasília

09/06/2026 16h06

banco master

Foto: Banco Master/ Divulgação

FELIPE MACHADO MAIA
FOLHAPRESS


A Justiça das Bahamas reconheceu a liquidação do Banco Master, em um na tentativa de encontrar recursos que a instituição financeira possa manter no paraíso fiscal.

Em decisão de 26 de maio, a Suprema Corte atendeu ao pedido da EFB Regimes Especiais, liquidante do Master, para ser nomeada representante oficial do conglomerado no país. Assim, a empresa poderá investigar quais ativos o banco de Daniel Vorcaro mantém no arquipélago e eventualmente recuperá-los para o pagamento de credores.

A defesa do ex-banqueiro afirmou que não vai comentar o assunto.

Segundo o processo, o liquidante citou nove empresas e fundos detidos pelo Master nas Bahamas: Liquidity Strategies Fund., Phoenix Multimarket Fund, Faex Fund, PMLS, Octa Investments, Sunshine Company, Golden Star Investment Fund, Artress e Mosaic Financial.

“Com base na investigação preliminar do liquidante sobre as causas da falência do Banco Master concluída até o momento, é razoavelmente claro que Vorcaro e outros desviaram pelo menos US$ 1 bilhão em ativos do Banco Master”, afirmou o liquidante na petição, repetindo cifra apresentada à Justiça dos Estados Unidos em março.

Um tribunal americano já havia tomado decisão semelhante em janeiro, contrariando pedido dos advogados do Master. A reportagem apurou com pessoa com conhecimento do assunto que há iniciativas similares em outros países.

A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central no dia 18 de novembro, um dia após a primeira prisão do ex-banqueiro. Essa medida é adotada quando o BC avalia que a situação da instituição financeira é irrecuperável. É então escolhido um liquidante, cuja função é verificar e classificar os créditos da instituição financeira, além de representar o banco na Justiça, como é agora o caso das Bahamas.

Documentos obtidos pela CPMI do INSS apontam que, entre julho e agosto de 2021, o dono do Master comemorou o aniversário da filha com uma celebração milionária em uma ilha privada no país. O aluguel da Little Pipe Cay -com 11 suítes para 20 hóspedes- custou US$ 381,11 mil (R$ 2,1 milhões na cotação de 29 de julho, quando começou o evento).

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