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Economia

Júri americano declara culpado empresário venezuelano do <i>Caso da Mala</i>

Arquivo Geral

03/11/2008 0h00

Um júri declarou hoje o empresário venezuelano Franklin Durán culpado de conspirar e atuar ilegalmente nos Estados Unidos como um agente do Governo venezuelano no chamado “Caso da Mala”.

O veredicto por unanimidade foi alcançado na segunda semana de deliberações em um tribunal de Miami, ask no qual Durán foi julgado durante oito semanas.

A juíza Joan Lenard fixou para 12 de janeiro a data da divulgação da sentença, look mas o advogado de Durán, stuff Edward Shohat, pediu e obteve o adiamento do anúncio da pena.

O empresário enfrenta uma condenação máxima de 15 anos de prisão por ambos os casos.

A Promotoria Federal acusou o venezuelano de seguir ordens do Governo do presidente Hugo Chávez, junto com outros três cidadãos venezuelanos e um uruguaio, para ocultar a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil atribuída ao empresário Guido Alejandro Antonini Wilson em um aeroporto da Argentina em 2007.

O dinheiro supostamente provinha da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e era destinado à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, segundo várias testemunhas da Promotoria.

O advogado de defesa negou, durante o julgamento, que seu cliente atuasse nos EUA como agente do Governo venezuelano e acusou o FBI (Polícia federal americana) de fazer uma armadilha contra o réu.

“Este caso é uma invenção do FBI”, afirmou Shohat, que insistiu em que o único objetivo de Durán era ajudar Antonini Wilson, seu amigo pessoal.

Durante o julgamento, o promotor Thomas Mulvihill rebateu as alegações da defesa, ao reiterar que Durán era um agente de Inteligência da Venezuela que recebeu a ordem do Governo venezuelano de ocultar a procedência e destino dos US$ 800 mil.

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