Segundo fontes oficiais citadas pela agência “Kyodo”, Aso e Wen, que se reuniram de forma bilateral antes de participar de uma cúpula junto com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, falaram sobre os dois navios de inspeção chineses que entraram esta semana em águas próximas às ilhas Senkaku (sul do Japão).
Aso reclamou da intrusão e a qualificou de “verdadeiramente lamentável”, mostrou preocupação com os efeitos deste último movimento nas relações bilaterais entre China e Japão, e pediu a Wen que tome medidas para evitar que se repitam episódios parecidos.
Wen disse que as ilhas atualmente administradas pelo Japão são “território chinês desde tempos antigos”, mas indicou o desejo da China de solucionar esta disputa mediante conversas diplomáticas, sem que fiquem prejudicadas as relações bilaterais de amizade.
Dois navios de inspeção chineses entraram na segunda-feira passada em águas próximas às ilhas Senkaku, administradas pelo Japão, segundo os serviços japoneses da Guarda Costeira.
Sobre a crise econômica, Aso ressaltou a importância de trabalhar junto com as outras duas maiores economias asiáticas, China e Coréia do Sul, enquanto Wen destacou os efeitos positivos do aumento de troca de divisas entre os três países, anunciada ontem.
Sobre a cúpula a seis lados realizada na semana passada em Pequim, Aso lamentou o fracasso da última rodada e desejou boa sorte à China como organizadora do processo de diálogo para a desnuclearização da Coréia do Norte.
Os dois líderes manifestaram também seu desejo de seguir trabalhado para conseguir desenvolver a exploração conjunta de gás no Mar da China Oriental, segundo a “Kyodo”.
Wen convidou Aso a visitar a China e o primeiro-ministro japonês disse que faria a viagem no “momento apropriado”, segundo fontes oficiais. EFE