Japão e China cooperarão para conseguir recuperação econômica
Os representantes dos dois países, entre eles o ministro de Assuntos Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, e o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, emitiram hoje um comunicado conjunto no final da segunda rodada do diálogo econômico ao mais alto nível entre os dois países asiáticos.
“No atual contexto de desafios pela crise financeira internacional, é necessário que China e Japão sigam o consenso alcançado pelo G20 em Washington e Londres e adotem medidas mais efetivas para conseguir a estabilidade e que a economia global volte a crescer”, diz o comunicado, citado pela “Kyodo”.
A nota se referia ao Grupo dos Vinte (G20), formado pelos países ricos e pelas principais economias emergentes, incluindo o Brasil.
As duas economias mais importantes da região decidiram também, pela primeira vez, estabelecer um grupo de trabalho que averiguará a possibilidade de implementar um marco legal que regule as violações dos direitos de propriedade intelectual.
Segundo um memorando assinado hoje em Tóquio pelo ministro da Economia japonês, Toshihiro Nikai, e pelo titular do Comércio chinês, Chen Deming, o novo grupo de trabalho sobre propriedade intelectual deverá se reunir uma vez ao ano, e seu primeiro encontro será no final de 2009.
Segundo um estudo publicado pelo Escritório de Patentes do Japão em 2004, as empresas japonesas perdem cerca de 9,3 trilhões de ienes anuais (US$ 94,271 bilhões) em vendas na China devido à pirataria e à falsificação.
Durante a reunião, Nikai pediu também a Chen que a China abandone seus planos de impor a partir de maio de 2010 um sistema de certificação para os produtos tecnológicos fabricados por empresas estrangeiras.
No entanto, o representante chinês não se comprometeu a nada de concreto e acrescentou que seu Governo levaria em conta o pedido japonês a respeito, segundo a agência local de notícias.
Japão, Europa e EUA temem que este sistema permita à China obter informação confidencial sobre os produtos tecnológicos que eles fabricam.
Em seu comunicado, os representantes do Japão e da China fizeram também uma chamada formal a uma conclusão o mais rápido possível da Rodada do Desenvolvimento de Doha, dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC), e falaram também sobre mudança climática e segurança alimentar.
Essa é a segunda rodada deste diálogo econômico ao mais alto nível entre China e Japão, depois da primeira, realizada em Pequim em dezembro de 2007.
A terceira rodada deste encontro bilateral acontecerá no ano que vem, na China, segundo Nakasone. EFE
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