O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá entre 4, physician 2% e 5, buy 2% este ano, adiposity impulsionado pelo forte consumo interno, segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada hoje.
A expansão do PIB esperada para este ano pode ser explicada pelos mesmos fatores que alavancaram a economia no ano passado, entre elas a “demanda interna dinamizada”, destaca o Ipea na Carta de Conjuntura, um relatório econômico trimestral.
“O consumo das famílias continuará crescendo de maneira significativa”, acrescentou.
Em sua última análise de conjuntura, divulgada em dezembro, o Ipea não fez projeções de crescimento do PIB para 2008.
Em 2007, a economia brasileira cresceu 5,4%, impulsionada pela forte demanda interna de bens de consumo, principalmente por famílias, comércio e indústria.
Para o Ipea, essa forte expansão mantém um efeito de inércia cujo impulso já garante um crescimento de 2,5% este ano, e o piso e o teto dependerão de fatores internos e externos.
“As projeções estão condicionadas a duas questões principais: o desenvolvimento da crise da economia americana e um possível excesso de demanda sobre a oferta” interna, acrescentou o relatório.
Em um cenário de “provável” recessão nos Estados Unidos, o Brasil poderia ser afetado principalmente pela queda da atividade econômica mundial, que abalaria as exportações de produtos básicos e de matérias-primas.
A economia brasileira também poderia ser afetada pelo aumento da “aversão global ao risco”, caso a crise se complique.
Em suas projeções para este ano, o Ipea prevê que o consumo privado cresça entre 6,1% e 6,7% (acima do resultado de 2007, que foi de 6,5%), e o do Governo, entre 3% e 3,5%.
A formação bruta de capital fixo, um indicador de investimentos em bens de capital na indústria, deverá se expandir entre 12,4% e 14,1%.
Também são esperados aumentos entre 3,3% e 5% nas exportações; entre 3,6% e 4,4% na agropecuária; expansão de 4,5% a 5,3% na indústria; e crescimento entre 3,9% e 4,9% no setor de serviços.
O Ipea prevê que a inflação fique entre 4% e 5% este ano, ajustada à meta oficial de 4,5% ao ano, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para baixo ou para cima.
A balança comercial teria um superávit entre US$ 23,8 bilhões e US$ 27,3 bilhões, com exportações entre US$ 171 bilhões e US$ 176,1 bilhões.
Em 2007, o superávit comercial do Brasil ficou em US$ 40 bilhões.
Segundo o Ipea, as importações se situariam entre US$ 145,6 bilhões e US$ 150,3 bilhões, e as transações correntes do país ficariam com um déficit de US$ 11,5 bilhões, contra um superávit de US$ 1,5 bilhão em 2007.