Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, acelerou o ritmo de alta para 0,39% na primeira quadrissemana de janeiro, conforme dados divulgados hoje nesta segunda-feira, 12, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado ficou acima da taxa de 0,32% apurada no fim de dezembro de 2025.
Dos sete grupos pesquisados, cinco apresentaram variações superiores na primeira leitura de 2026 na comparação com o fechamento do IPC em dezembro do ano passado. Foram os seguintes: Alimentação, cuja taxa passou de 0,16% para 0,27%; Transportes, que foi de 0,93% para 1,13%; Saúde teve alta de 0,04%, após 0,02%; Vestuário saiu de 0,68% para 0,96% e Educação, de 0,04% para 0,83%.
O grupo Habitação registrou queda de 0,09%, depois de um declínio de 0,10% no IPC-Fipe fechado de dezembro. Já o conjunto de preços de Despesas Pessoais reduziu o ritmo de alta de 0,92% no fim do mês passado para 0,66% na primeira quadrissemana de janeiro de 2026.
Influências
As principais fontes de alta no IPC foram tarifas de ônibus (3,79%), com impacto de quase 0,11 ponto porcentual no resultado total do indicador, seguido por viagem (4,905), com influência de 0,05 ponto, conforme a Fipe. Outro destaque foi batata, com avanço de 15,31% e efeito de 0,04 ponto.
Do lado oposto, leite longa vida (-7,92%), energia elétrica (-0,95%) e TV a cabo por satélite (-1,94%) registraram quedas, aliviando, juntos, o IPC-Fipe em 0,13 ponto porcentual.
Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em dezembro:
– Habitação: -0,09%
– Alimentação: 0,27%
– Transportes: 1,13%
– Despesas Pessoais: 0,66%
– Saúde: 0,04%
– Vestuário: 0,96%
– Educação: 0,83%
– Índice Geral: 0,39%
Estadão Conteúdo.