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Economia

Investimento estrangeiro no Brasil bate recorde, apesar de crise externa

Arquivo Geral

28/04/2008 0h00

O investimento estrangeiro direto no Brasil no primeiro trimestre do ano foi de US$ 8, ambulance 799 bilhões, advice valor 34% superior ao do mesmo período do ano passado (US$ 6,566 bilhões) e o maior na história do país para o trimestre, informou hoje o Banco Central (BC).

O crescimento do investimento estrangeiro em projetos produtivos no país demonstrou sua confiança na economia brasileira, apesar das turbulências mundiais provocadas pelo temor de uma recessão nos Estados Unidos, segundo porta-vozes do BC.

Se continuar aumentando nesse ritmo, o investimento estrangeiro direto no Brasil em 2008 pode superar o do ano passado e representar um novo recorde.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o investimento estrangeiro em abril até a semana passada era de US$ 3,6 bilhões e a expectativa é que feche o mês em US$ 3,8 bilhões.

O Brasil recebeu em 2007 um recorde de US$ 34,6 bilhões em investimento estrangeiro para projetos produtivos, o maior valor na história do país e que representou um crescimento de 84,3% em relação ao de 2006.

Apesar da possibilidade de um novo recorde neste ano, a previsão do Banco Central é que o investimento se reduza em 2008 e termine em US$ 32 bilhões.

Para o saldo do primeiro trimestre contribuiu principalmente o resultado de março, quando ingressaram no Brasil US$ 3,083 bilhões em investimento estrangeiro direto, comparado com os US$ 2,766 bilhões do mesmo mês do ano passado.

Os investimentos estrangeiros no mercado financeiro brasileiro também cresceram até US$ 5,2 bilhões em março, terminando o trimestre com um saldo positivo de US$ 5,6 bilhões.

Lopes explicou que o investimento estrangeiro no Brasil ainda não está sofrendo os efeitos da crise externa e que está ajudando o país a financiar seus déficits em conta corrente.

O aumento do investimento estrangeiro impediu que a balança de conta corrente (saldo das operações do país com o exterior incluindo comerciais, financeiras e transferências) registrasse em março um resultado ainda mais negativo.

O saldo das operações do Brasil com o exterior em março foi deficitário em US$ 4,429 bilhões, enquanto que o do trimestre cresceu até US$ 10,757 bilhões.

O déficit do trimestre já se aproxima dos US$ 12 bilhões que tinham sido previstos para todo o ano.

O mau resultado foi amenizado tanto pelo investimento estrangeiro quanto pela balança comercial (superávit de US$ 1,012 bilhão em março e de US$ 2,835 bilhões no trimestre).

Isso porque o saldo na conta de serviços e rendas (remessas de dividendos, pagamento de juros e despesas de turistas no exterior) registrou déficit de US$ 5,790 bilhões em março.

O principal responsável pelo déficit no balanço de pagamentos foi o forte aumento nas remessas de lucro e dividendos para o exterior, que, em março, alcançou o recorde de US$ 4,345 bilhões, com um crescimento de 98,4% em relação ao mesmo mês de 2007.

As remessas no primeiro trimestre saltaram de US$ 3,965 bilhões no ano passado a US$ 8,662 bilhões em 2008, igualmente um recorde para o período.

Segundo Lopes, além de aumentar as remessas para o exterior, devido aos maiores lucros conseguidos no país, as empresas estrangeiras estão tentando financiar os maus resultados obtidos por algumas de suas matrizes como conseqüência da crise internacional.



 

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