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Economia

Inflação nos EUA desacelera em junho, mas Fed segue no radar

Queda no índice foi influenciada pela gasolina, mas o conflito no Oriente Médio reacendeu preocupações sobre preços e juros.

Redação Jornal de Brasília

14/07/2026 11h42

Foto: Spencer Platt/Getty Images North America/AFP

Foto: Spencer Platt/Getty Images North America/AFP

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em junho, mas a persistência das tensões no Oriente Médio mantém no radar a possibilidade de novo aperto monetário pelo Federal Reserve ainda este ano.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho, o índice de preços ao consumidor subiu 3,5% nos 12 meses até junho, após alta de 4,2% em maio. Na comparação mensal, houve recuo de 0,4%, depois de avanço de 0,5% no mês anterior. Economistas consultados pela Reuters esperavam alta anual de 3,8% e queda de 0,1% em relação a maio.

A retração foi puxada principalmente pela queda nos preços da gasolina, depois de um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã no mês passado. A trégua, porém, ruiu na semana passada, quando navios-tanque comerciais foram alvo de ataques no Estreito de Ormuz, o que desencadeou ataques militares entre os dois países.

Com isso, os preços da gasolina voltaram a subir. A média nacional avançou para US$ 3,86 por galão nesta terça-feira, ante US$ 3,79 na semana anterior, segundo dados da AAA, associação de defesa dos motoristas. Os preços do petróleo também atingiram a máxima em quatro semanas nesta terça, após os Estados Unidos restabelecerem um bloqueio naval ao Irã.

Na inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, os preços ao consumidor avançaram 2,6% em junho na base anual, após alta de 2,9% em maio. No mês, o núcleo ficou estável, depois de subir 0,2% no mês anterior.

O Federal Reserve acompanha o índice de preços PCE para sua meta de inflação de 2%. A ata da reunião de 16 e 17 de junho, divulgada na semana passada, mostrou aumento das preocupações das autoridades com a inflação. Na reunião de junho, o banco central manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

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