Leonardo Vieceli
Folhapress
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fechou o acumulado de 2025 em 4,26%, apontam dados divulgados nesta sexta (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado ficou abaixo do teto de 4,5% da meta perseguida pelo BC (Banco Central). É o menor para um ano fechado desde 2018, quando a variação ficou em 3,75%.
A taxa de 2025 veio em linha com a mediana das projeções de analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg. A estimativa deles também era de alta de 4,26%.
Conforme o IBGE, trata-se do quinto menor acumulado da série desde o início do Plano Real. Taxas inferiores só foram observadas em 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).
No recorte mensal, o IPCA acelerou a 0,33% em dezembro, após marcar 0,18% em novembro.
Apesar de ganhar força ante o mês anterior, a variação é a menor para dezembro desde 2018 (0,15%). Também ficou em linha com a mediana dos analistas consultados pela Bloomberg (0,33%).
Em 2025, terceiro ano do governo Lula 3 (PT), o BC passou a perseguir a meta de inflação de maneira contínua, abandonando o ano-calendário de janeiro a dezembro.
No novo modelo, o objetivo é considerado descumprido quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro é 3%.
O IPCA estourou o alvo contínuo pela primeira vez em junho, mas voltou a ficar abaixo do teto de 4,5% em novembro. A meta serve de referência para a condução da política de juros do BC.