O Brasil acumula uma inflação de 3,21% nos nove primeiros meses do ano e a previsão é de que a meta oficial para 2009, de 4,5%, seja cumprida, informou hoje o Governo.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro foi de 0,24%, acima da taxa de 0,15% de agosto deste ano, mas abaixo do 0,26% do mesmo mês de 2008.
A inflação nos nove primeiros meses de 2009 é inferior aos 4,76% do mesmo período do ano passado (5,9%).
O índice anualizado até setembro foi de 4,34%, igualmente abaixo dos 6,25% medidos entre outubro de 2007 e setembro de 2008, segundo os dados divulgados hoje pelo IBGE.
Os números divulgados hoje são compatíveis com a meta determinada pelo Governo, de fechar o ano com uma inflação de 4,5%, com dois pontos percentuais de margem de tolerância para mais ou para menos.
O índice de setembro confirmou as expectativas dos economistas que, após a baixa provocada pela crise econômica global, os preços começaram a reagir e podem pressionar a inflação nos próximos meses.
Os economistas preveem que o possível aumento da inflação obrigará o Banco Central (BC) a interromper o processo de redução gradual das taxas de juros já no ano que vem.
Por essa razão, na última enquete realizada pelo BC entre economistas de bancos e instituições financeiras, os analistas elevaram sua previsão para as taxas de juros em 2010, de 9,5% anuais para 9,75%, e preveem uma inflação de 4,31% para este ano e de 4,4% para o próximo.
De acordo com o IBGE, a inflação em setembro foi pressionada principalmente pelo reajuste de 3,4% no preço dos bujões de gás de cozinha, que teve um impacto de 0,04 ponto percentual na inflação total do mês.