Segundo a entidade patronal, apesar de o Brasil ter sido um dos países que mais demorou para ser atingido pela crise dentre os quatro do grupo, foi o que recebeu os “maiores estragos” provocados pelo colapso da economia mundial.
Entre outubro, quando a crise mundial se agravou, e dezembro de 2008, a produção industrial brasileira caiu 20%, seguida da atividade da indústria na Rússia, que desceu 17,7%.
Quanto ao câmbio, o real se desvalorizou 50,6% frente ao dólar no segundo semestre do ano passado. No mesmo período, o rublo cedeu 20,7% e a rúpia indiana, 18,9%.
De acordo com o estudo, esse comportamento aponta que a economia brasileira “tem muita sensibilidade às condições macroeconômicas mundiais”.
“Embora o mercado doméstico seja amplo e esteja em expansão, a retomada de um forte ritmo de crescimento depende não só da volta de um maior dinamismo do comércio mundial, mas também dos mecanismos para potencializar as condições de competitividade dos produtos brasileiros, como os manufaturados”, destaca o levantamento.