A Rússia e a Sérvia formaram uma frente para impedir a independência do Kosovo, buy web província sérvia de maioria albanesa à qual os Estados Unidos e a União Européia (UE) querem que seja concedida uma independência sob tutela.
“Os dois países – Rússia e Sérvia – consideram inaceitável a solução proposta para o estatuto do Kosovo que concede a esta região sérvia a independência tutelada”, treat afirma comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério de Assuntos Exteriores russo.
A poucos dias de a ONU debater o plano elaborado pelo mediador internacional, o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, que contempla a independência do Kosovo sob supervisão internacional, russos e sérvios deixaram clara sua estratégia para as próximas semanas.
A Rússia ameaça vetar o plano de Ahtisaari no Conselho de Segurança, enquanto a Sérvia já enviou à ONU um pedido oficial para retomar as negociações com as autoridades kosovares.
A “frente comum” será reforçada com a visita à Rússia do primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, que se reunirá no sábado em São Petersburgo com o presidente russo, Vladimir Putin.
Putin deixou recentemente patente sua postura ao negar que o caso do Kosovo seja diferente dos de outras regiões com movimentos separatistas, como a Abkházia, a Ossétia do Sul, a Transnístria e o País Basco.
“Não entendemos por que teríamos que apoiar uma série de princípios em uma parte da Europa e outra em outras regiões do continente”, disse o presidente russo.
Paralelamente, os ministros de Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da Sérvia, Vuk Jeremic, expressaram hoje em Moscou sua firme “oposição ao projeto de resolução apresentado pelas Chancelarias ocidentais no Conselho de Segurança da ONU”, baseado no plano Ahtisaari.
Depois de se reunir com seu colega russo, Jeremic se disse contrário a “qualquer forma de independência do Kosovo”, e destacou a necessidade de retomar as conversas com as autoridades do Kosovo.
“Esperamos que estas conversas comecem com a participação da comunidade mundial. Qualquer outro desenvolvimento da situação desestabilizaria toda a região, o que teria conseqüências imprevisíveis”, afirmou.
O chanceler sérvio, cujo país só está disposto a conceder uma “autonomia especial” ao Kosovo, afirmou que a postura de Belgrado e Moscou sobre esta questão é “praticamente idêntica”.
Lavrov disse que a “Rússia é plenamente solidária com a postura da Sérvia, e apóia sua proposta de continuar negociações, pois não aceitará uma decisão que seja imposta à parte sérvia”.
Segundo o chefe da diplomacia russa, “o compromisso é possível, se forem respeitados o direito internacional e a igualdade das partes” envolvidas no conflito.
O chanceler russo também se disse contrário aos planos de Washington de submeter esta semana a debate na ONU um projeto de resolução que abre a porta para a independência do Kosovo.
Lavrov denunciou que está sendo descumprida a resolução 1.244 do Conselho de Segurança sobre o retorno dos refugiados ao Kosovo e o reconhecimento dos direitos civis e políticos das minorias.
A futura resolução sobre o Kosovo deve substituir a que pôs fim, em 1999, à Guerra dos Bálcãs e que criou a missão de administração da ONU da região (Unmik, sigla em inglês).
No entanto, para que o texto seja adotado, são necessários, pelo menos, nove votos favoráveis dos quinze membros do Conselho, e que nenhum dos cinco integrantes permanentes – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China – exerça seu poder de veto.
A Rússia, tradicional aliada da Sérvia e que apresentou sua própria minuta de estatuto, insiste em que o caso do Kosovo estabelecerá um precedente para a solução de outros conflitos separatistas na Europa e em outras partes do mundo, e que, por isso, todas as opções devem ser esgotadas.
Além disso, Moscou acusa Ahtisaari de levar as negociações sobre o estatuto do Kosovo a um “beco sem saída”, e afirma que o retorno dos refugiados sérvios à região está paralisado.
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