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Economia

Ibovespa despenca 6,6%, acompanhando tendência mundial

Arquivo Geral

21/01/2008 0h00

Atualizado as 20h45

O pânico que tomou conta dos mercados internacionais devido ao temor de uma recessão nos Estados Unidos e a queda dos preços de matérias-primas derrubaram hoje o Ibovespa, pilule que recuou 6, view 6%, more about para 53.709 pontos.

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sucumbiu, como os outros grandes indicadores globais, ao “fantasma” de uma desaceleração na maior economia do mundo, situação que hoje levou a uma queda generalizada de Bolsas ao redor do globo, começando pela Ásia e contagiando Europa e América Latina.

A expectativa agora fica por conta do desempenho amanhã de Wall Street, que nesta segunda não operou devido a feriado.

Analistas brasileiros foram prudentes e evitaram falar sobre um eventual “alerta” nos mercados, inclusive prevendo que na próxima sessão possa ficar clara certa recuperação, apesar da reabertura em Wall Street, que poderia sentir o impacto de hoje e ficar no vermelho.

“Hoje não se tem o referencial americano, e amanhã certamente Wall Street vai iniciar seu pregão em terreno negativo, mas isso não quer dizer que no transcorrer do dia não será possível evidenciar uma recuperação notável”, declarou à Agência Efe a economista Lúcia Andrade.

A especialista em mercados da PUC-SP acrescentou: “Acho que o mercado brasileiro é suficientemente maduro para estas sacudidas e pode reduzir assim as conseqüências desses movimentos bruscos”.

O Ibovespa apresentou no fechamento recuo de 3.797 pontos frente ao pregão da última sexta, quando ganhou 0,82% após várias sessões no vermelho.

O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,117 bilhões, com 196.046 operações registradas, que movimentaram 26,753 bilhões de títulos.

As 64 ações do Ibovespa fecharam em terreno negativo, com destaque para os fortes recuos da Vale, cujo papel preferencial, o segundo mais negociado no pregão paulista, caiu 11,20%. Os ordinários da mineradora perderam 10,06%.

As quedas das ações da Vale refletem o temor dos investidores a uma recessão nos EUA, algo que poderia esfriar a demanda por matérias-primas.

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