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Economia

Ibovespa cai 2,38% e atinge menor nível desde março

Queda do petróleo e incertezas nas negociações entre EUA e Irã impactam o mercado financeiro brasileiro.

Redação Jornal de Brasília

07/05/2026 19h17

ibovespa (1)

Foto: Reprodução/ Flickr

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, repercussão de balanços de empresas e incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, recuou 2,38%, fechando aos 183.218 pontos, o menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 32,08 bilhões.

A queda foi intensificada pela redução nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia, além do recuo do petróleo que pressionou ações da Petrobras e outras petroleiras.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%.

O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923. No acumulado de 2026, a moeda registra queda de 10,31% em relação ao real.

Durante o dia, o dólar chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas oscilou perto da estabilidade. À tarde, informações sobre o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela, com o dólar atingindo R$ 4,93 por volta das 14h30.

Investidores acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump, descrito como ‘muito boa’ e que incluiu discussões sobre comércio e tarifas.

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após volatilidade. O barril do tipo Brent, referência da Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81.

A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu temores sobre o abastecimento global de petróleo, derrubando os preços. O governo iraniano avalia propostas dos EUA, enquanto intensifica o controle sobre embarcações no Estreito de Ormuz.

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