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Economia

IBGE: inflação dos alimentos desacelera no IPCA-15

Arquivo Geral

22/02/2011 10h33

A inflação dos alimentos perdeu força no Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de fevereiro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento dos preços no setor foi de 0,57% neste mês, ante a taxa de 1,21% registrada em janeiro.

Mais cedo, o IBGE informou que a inflação geral medida pelo IPCA-15 foi de 0,97% em fevereiro, ante 0,76% em janeiro. A alta de preços de 0,97% em fevereiro foi a maior para este tipo de indicador desde abril de 2003, quando o IPCA-15 subiu 1,14%.

De acordo com o instituto, uma das maiores contribuições para o movimento entre os alimentos partiu das carnes, que mostraram queda de 1,87% no IPCA-15 deste mês. Outros destaques foram o feijão carioca (queda de 11,66%), a batata-inglesa (recuo de 9,15%), o feijão preto (baixa de 4,43%), o arroz (queda de 1,38%) e o frango (queda de 1,17%).

Classes de despesa

Entre as nove classes de despesa pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram aceleração na alta de preços de janeiro para fevereiro, no âmbito do IPCA-15. As classes de despesa que apresentaram inflação mais intensa foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,52%), Despesas Pessoais (de 0,74% para 1,17%), Educação (de 0,27% para 5,88%), Comunicação (de 0,23% para 0,24%) e Transportes (de 0,89% para 1,04%).

No caso de Transportes, o IBGE informou que o comportamento do grupo está ligado aos reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos, cujos preços subiram 3,37% em fevereiro. Isso representou uma contribuição de 0,13 ponto porcentual no IPCA-15 do mês, a segunda maior contribuição individual na formação da taxa do indicador de fevereiro – a primeira foi dos cursos de ensino formal, dentro do grupo Educação.

Já os grupos restantes apresentaram desaceleração de preços ou retorno à deflação, de janeiro para fevereiro. É o caso de Alimentação (de 1,21% para 0,57%), Habitação (de 0,60% para 0,28%), Vestuário (de 0,83% para 0,13%) e Artigos de Residência (de 0,58% para -0,13%).

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    26/01/2011 9h47

    A inflação de alimentos e bebidas desacelerou de dezembro do ano passado para janeiro deste ano, de 1,84% para 1,21%, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, mesmo com o recuo, os produtos alimentícios responderam por 37% do IPCA-15 de janeiro, que registrou alta de preços de 0,76% no mês.

    Alguns alimentos apresentaram aumentos menos intenso de preços de dezembro para janeiro. Foi registrada desaceleração de preços em carnes (de 1,08% para 0,11%), açúcar cristal (de 4,12% para 2,07%) e açúcar refinado (de 8,24% para 3,04%). Estes resultados ajudaram a diminuir o ritmo da inflação dos alimentos no varejo.

    Outros alimentos continuaram registrando deflação no mesmo período. É o caso de feijão carioca (de -12,72% para -16,98%), feijão preto (de -0,46% para -3,53%) e batata-inglesa (de -3,62% para -2,53%). Entre os produtos in natura, o IBGE informou que houve mudança na trajetória de preços, de deflação em dezembro para inflação em janeiro. Isso ocorreu com tomate (de -6,19% para 23,47%), cebola (de -3,15% para 5,55%), hortaliças e verduras (de -1,43% para 8,57%) e frutas (de -1,16% para 3,93%).

    Ônibus urbano

    O aumento de 1,77% nas tarifas de ônibus urbano foi destaque no IPCA-15 de janeiro, segundo o IBGE. A alta respondeu pelo maior impacto individual no mês, com contribuição de 0,07 ponto porcentual na taxa do índice em janeiro (de 0,76%).

    O IBGE lembrou que a elevação em ônibus urbano refletiu os aumentos, em janeiro, de 3,48% na tarifa deste serviço nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Salvador, de 3,33% em São Paulo e de 1,74% em Recife. Houve reajustes também nos preços das tarifas dos ônibus intermunicipais (1,30%) e interestaduais (1,34%) em janeiro, o que ajudou a elevar a inflação do grupo transportes de 0,17% para 0,89%, de dezembro para janeiro.

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