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Economia

Hugo Motta monitora alta de combustíveis e prepara ações no Congresso

Presidente da Câmara alerta para impactos de conflitos no Oriente Médio nos preços do petróleo e reafirma prontidão para intervenções.

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 14h55

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento está atento à recente alta nos preços dos combustíveis, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Em entrevista, ele destacou que o Brasil não tem controle sobre o episódio internacional e que os parlamentares estão preparados para agir, se necessário.

Motta explicou que a alta resulta de uma guerra no Irã que afeta a cadeia global de petróleo. Ele recordou a resposta rápida da Câmara às tarifas impostas pelo ex-presidente americano Donald Trump no ano passado e enfatizou a dependência do país em relação aos caminhoneiros. ‘Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados com essa alta dos preços do petróleo’, adiantou o presidente.

Sobre as condenações de parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Motta esclareceu que a Câmara seguirá o rito regimental após o trânsito em julgado. Na terça-feira (17), a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, dois deputados por corrupção passiva em desvios de emendas parlamentares. O caso passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, pelo Plenário, garantindo amplo direito de defesa.

No tema do sistema financeiro, Motta anunciou a inclusão na agenda da Câmara de um projeto de lei sobre segurança, alinhado a critérios internacionais. A proposta visa endurecer as leis e modernizar o arcabouço legal para combater inseguranças no setor, permitindo ações mais eficientes do Banco Central em casos de indícios de fraude.

Por fim, quanto à possível CPI do Master, Motta reiterou a necessidade de cumprir as regras regimentais, com apenas cinco CPIs permitidas simultaneamente em meio a 16 pedidos protocolados. Ele defendeu que as investigações em órgãos de controle sejam conduzidas de forma isenta, correta e técnica.

Com informações da Agência Câmara

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