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Economia

Haddad indica Guilherme Mello à diretoria do Banco Central

Após indicação de Haddad, nome precisa ser aprovado pelos senadores, em votação feita depois de sabatina

Redação Jornal de Brasília

31/01/2026 15h22

ministro da fazenda, fernando haddad na cae.

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou seu secretário de política econômica para uma das duas diretorias atualmente vagas no Banco Central.

Guilherme Mello está na Fazenda desde junho de 2023. Economista pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), mestre em economia política pela mesma universidade e doutor pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde é professor desde 2015, ele foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico do Instituto de Economia dessa universidade.

Mello defendeu trabalhos acadêmicos sobre crise do capitalismo e industrialização. O trabalho de conclusão da graduação de Mello no curso de economia foi intitulado “Desindustrialização: os rumos da industrialização capitalista”. No mestrado, defendeu a dissertação “A pós-grande indústria capitalista e a questão do valor: uma abordagem marxista”. No doutorado, apresentou a tese “Os derivativos e a crise do subprime: o capitalismo em sua quarta dimensão”.

Áreas de especialidades destacam quatro temas. Com atuações na campanha presidencial de Haddad em 2018 e de Lula durante a eleição de 2022, o indicado por Haddad à diretoria do Banco Central tem entre suas linhas de pesquisa temas de políticas monetárias não convencionais, estratégias de desenvolvimento nacional, setor público e desigualdade social, além de políticas econômicas.

Diretoria do Banco Central tem duas vagas abertas. Das nove cadeiras, estão sendo ocupadas de forma interina as posições deixadas por Diogo Guillen e Renato Gomes, respectivamente, nas diretorias de Política Econômica (Dipec) e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução (Diorf), por fim de mandato, encerrados em 31 de dezembro.

Diretores votam na reunião que define juros. A cada 45 dias, o Banco Central reúne o Copom (Comitê de Política Monetária) para definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. A decisão é tomada pela maioria do colegiado em que cada diretor tem um voto. Na reunião realizada neste mês, o colegiado manteve a taxa em 15%, mas sinalizou que começará a reduzir as taxas a partir de março.

Diretor precisa passar pelo Senado. Após indicação de Haddad, nome precisa ser aprovado pelos senadores, em votação feita depois de sabatina. Todos os membros da atual diretoria foram indicados pelo atual governo.

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