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Economia

Haddad diz que cesta básica e Simples devem ser preservados em corte de gasto tributário

“Nós vamos apresentar uma proposta ao Congresso depois do recesso, com base nas conversas que foram mantidas com os líderes naquele domingo 8 de junho”, disse Haddad

Redação Jornal de Brasília

01/07/2025 10h27

haddad

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (1) que benefícios com previsão constitucional, como a cesta básica e o Simples Nacional, vão ser preservados do corte de gastos tributários estudado pela pasta, que deve ser encaminhada ao Congresso após o recesso parlamentar. O Broadcast mostrou, na última terça-feira, 24, que a proposta não atingiria a cesta básica.

“Nós vamos apresentar uma proposta ao Congresso depois do recesso, com base nas conversas que foram mantidas com os líderes naquele domingo 8 de junho”, disse Haddad a jornalistas na portaria da sede da Fazenda, em Brasília. “Eles pediram para preservar os benefícios constitucionais, e nós vamos fazer uma peça preservando esses setores: os que têm proteção constitucional, o Super Simples e a cesta básica.”

Indagado sobre a possibilidade de o governo questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) o decreto legislativo que derrubou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad disse que seria “deselegante” antecipar uma decisão da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro Jorge Messias, que comanda a Pasta, vai apresentar os resultados de uma análise jurídica sobre o tema nesta terça-feira, às 10h15.

O chefe da Fazenda repetiu que o governo respeita o Congresso e evitou responder sobre declarações do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na segunda-feira, Motta afirmou que alertou ao governo sobre a possibilidade de o Legislativo derrubar o decreto do IOF. Em um vídeo no Instagram, ele criticou a estratégia governista de acusar o parlamento de trair interesses do povo, e disse que o Executivo quer criar “polarização social”.

“Nós estamos respeitando o Congresso”, disse Haddad. “Nós não sabemos a razão pela qual mudou o encaminhamento que tinha sido anunciado no domingo 8 de junho, mas vamos manter o diálogo para entender melhor o que se passou.”

Haddad acrescentou que está aguardando o retorno de uma ligação que fez a Motta na semana passada, e disse que o presidente da Câmara é considerado um “amigo do Ministério da Fazenda” e é um dos parlamentares que mais frequentaram a Pasta.

Estadão Conteúdo

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